Minta destaque

‘Pet Sounds’ por Minta & The Brook Trout no Lux

A 12.ª edição das noites Black Baloon na discoteca Lux, curadas por Pedro Ramos, recebeu na sexta-feira os portugueses Minta & The Brook Trout que, com vários convidados, reinterpretaram os temas do seminal disco dos Beach Boys, Pet Sounds.

Pet Sounds, lançado em 1966, tem sido considerado unanimemente um dos discos mais importantes e influentes da história da música e, por isso, tem atravessado gerações. A tarefa era árdua para os jovens que subiram ontem ao palco perante um Lux bem composto por público de todas as idades (o sorriso rasgado de um sexagenário que se encontrava na sala será uma das imagens de marca deste concerto).

Minta

Uma belíssima encomenda“, afirmou Francisca Cortesão aka Minta que com os Brook Trout (Mariana Ricardo, Manuel Dordio e Nuno Pessoa) aceitou sem hesitações o convite de Pedro Ramos para recriar um dos discos favoritos da banda.

Em palco meteram vários amigos dos Julie & The Carjackers (que noutra edição tiveram a missão de reinterpretar Revolver, dos Beatles) e  dos You Can’t Win, Charlie Brown (a quem coube a transfiguração de The Velvet Underground & Nico).  Convidaram ainda João Correia (que com Francisca Cortesão e B Fachada compôs recentemente uma reinterpretação de Os Sobreviventes de Sérgio Godinho) e Ian Carlo Mendoza, que, segundo Francisca Cortesão, foi a primeira pessoa em quem pensaram para entrar nesta epopeia. O músico mexicano adicionou a percussão e o vibrafone às canções: “Metade do Pet Sounds está nele“, disse Francisca Cortesão. Sem querer ser mazinha, 100%, diria.

De facto, foi sobretudo o contributo de Ian Carlo, a par da fantástica guitarra de Manuel Dordio, que proporcionaram os sons mais consistentes às canções, de arranjos complicados e aqui necessariamente simplificados.

Minta 2

As segundas vozes, a cargo de Afonso Cabral e Salvador Menezes, contribuíram para aproximar o disco da sonoridade original. Mas isso também pouco importa. E a verdade é que se o hit God Only Knows, entoado em uníssono pelo público, soou mortiço, a beleza  e a simplicidade de Don’t Talk (Put Your Head On My Shoulder), simples, sem guitarra acústica e sala a meia luz foi demasiado bonita, demasiado intensa.

Faltou ao concerto um fio condutor. O disco foi tocado em modo aleatório, instrumentais incluídos (bem executados) mas as entradas e saídas de palco quebraram o ritmo, já por si lento, da adaptação das canções. Faltaram por isso momentos de rasgo e euforia.

IMG_3350 (1)

Esses chegaram ao fim de pouco mais de meia hora (“as músicas naquela altura eram pequenas“, lembraram) quando os Minta se despediram agradecendo muito ao seu público. A plateia inquieta deu pela falta da genial Sloop John B, que ficou reservada para o encore da praxe e que foi, indubitavelmente, o maior momento da noite, com todos os convidados em palco a contribuírem para o clímax.

Contas feitas, foi uma noite gira.

Fotografias de João Churro

Zeen is a next generation WordPress theme. It’s powerful, beautifully designed and comes with everything you need to engage your visitors and increase conversions.

Mais Artigos
taylor swift fearless
Taylor Swift lança nova versão do álbum ‘Fearless’