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Facebook: a retrospetiva do feed de notícias

Uma semana depois do Facebook ter revelado as alterações que vai fazer ao Feed de Notícias, o Espalha Factos passa em revista todas as versões da função mais utilizada na rede social.

Já imaginaste o Facebook sem Feed de Notícias? Parece impossível pensar na rede social azul sem o feed. No entanto, aconteceu. Até Setembro de 2006 (o site foi criado por Mark Zuckerberg a fevereiro de 2004), o Facebook não dispunha desta função. A sua utilização era portanto muito mais limitada. Os utilizadores tinham que ir aos murais (atual cronologia) uns dos outros, para que pudessem ver as atualizações.

Foi provavelmente uma das, ou mesmo a maior mudança que o Facebook introduziu. O Feed revolucionou por completo a experiência do utilizador na rede. Num post no blog da empresa é possível ver qual era a intenção da rede de Zuckerberg com esta nova funcionalidade: “Agora, sempre que te ligares, vais poder ver as últimas notícias geradas pela atividade dos teus amigos e grupos”. Este conceito foi pioneiro em toda a Internet, levando mesmo os utilizadores a desconfiarem da empresa, questionando até que ponto a informação era verdadeiramente pessoal e a duvidarem das opções de privacidade da rede.

Facebook News Feed 01

Com o tempo, o cepticismo em torno do feed desapareceu, e este começou a ser visto como uma evolução natural e como base das redes sociais. Em março de 2009, o Facebook introduziu uma série de novidades na rede. O aparecimento das páginas para figuras públicas foi uma das mais importantes mudanças, e que foi intimamente relacionada com o feed. A partir desse momento as pessoas podiam ver o que os seus ídolos andavam a fazer.

Mas o próprio feed sofreu alterações. Ganhou mais importância, a tal ponto que o centro das atividades no Facebook passou a ser o feed. Reflexo disso, é que a partir daí tudo o que se publicava era canalizado para lá. Mas não só, o Facebook passou a ser o nosso psicólogo, através da introdução do publicador, no topo da página, que perguntava-nos O que estás a pensar?. Além disso, facilitou também a publicação de vídeos, fotos e ligações, com um impulsionar da verdadeira partilha nas redes.

Facebook News Feed 02

Depois da fase psicólogo, o Facebook ficou mais esperto. Em 2011, a rede social introduziu uma série de funcionalidades que tornaram o feed mais intuitivo e mais focado no utilizador. A salientar um algoritmo que permitia ao feed  saber o que interessava mais ao utilizador, o que é que ele preferia ver primeiro e depois. Esta funcionalidade chegou até nós como Histórias Principais. A destacar ainda um feed secundário – o Ticker, que mostrava todas as atualizações dos nossos amigos, e que começou a aparecer no lado direito. Em contrapartida, esta mexida de 2011 trouxe também publicidade para o utilizador.

Facebook News Feed

Um pau de dois bicos, é assim que esta onda de publicidade pode ser encarada. Para o Facebook é benéfico trazer marcas que possam ajudar financeiramente a empresa, uma vez que manter a rede ligada é algo que sai bastante dispendioso. Mas, por outro lado, o Facebook compreende que os utilizadores não querem ser invadidos por publicidade. Este é um desafio que o feed de notícias tem proposto ao site.

Mas um desafio inerente ao mundo tecnológico é a sua constante necessidade de evolução, sendo proibida a estagnação. Assim, na semana passada o Facebook brindou-nos com mais uma atualização ao Feed de notícias, possivelmente a maior que esta funcionalidade já passou.

O novo feed de notícias surge como mais que uma mera atualização: altera-se a marca. Pretende-se agora dar uma experiência única ao utilizador. Esta experiência tem como base o visual coerente que a marca pretende dar com este novo design. Uma unificação da marca Facebook. Para tal, a equipa de Zuckerberg inspirou-se nas plataformas móveis. Uma inspiração que não foi nada inocente, já que a rede sabe que grande parte da atividade é feita nestas plataformas e, como tal, porque não transportar este universo, para o computador? Esta pergunta foi feita pela equipa do Facebook e o resultado está agora à vista. Um desenho completamente inspirado nas redes móveis, a começar pela disposição da barra lateral esquerda, tal e qual como nas aplicações móveis.

Facebook

Outra grande mudança foi a das fotografias. Mais de metade do conteúdo no feed são imagens. Por isso, o Facebook decidiu aumentar a sua importância, aumentando o tamanho reservado às imagens. Outras mudanças passaram também pela criação de feeds secundários, para ser mais fácil ao utilizador filtrar as novidades que quer ver.

As críticas não demoraram a surgir, com muitos a afirmar que o novo feed é uma cópia do Google +, enquanto outros apresentam-se cépticos quanto ao rácio imagem/texto. A meu ver, vai ser preciso testar todas as funcionalidades do novo feed, só assim poderá ser feita uma análise justa para não correr riscos como os que foram feitos aquando do lançamento da Cronologia, em que se criticou primeiro e só depois se experimentou.

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