O Conselho da Agenda Global para as Tecnologias Emergentes (CAGTE) apontou uma listagem dos dez dispositivos tecnológicos mais promissores de 2013, onde se pode contar impressoras que criam objetos a partir de ficheiros de um computador ou carros elétricos wireless que recebem energia do próprio terreno por onde circulam. Todas as dez escolhas do CAGTE são tecnologias que ainda estão em fase de desenvolvimento ou teste.

Impressora tridimensional de objetos

A impressão tridimensional de objetos permite a criação de estruturas sólidas a partir de ficheiros digitais do computador e, de acordo com o CAGTE, isto pode revolucionar o modo de produção de objetos, já que tal poderá ser feito a partir do escritório ou de casa. O processo envolve a sobreposição de camadas de materiais (plástico, ligas metálicas, entre outros) até que o objeto esteja finalmente criado.

Carro Elétrico Wireless (OnLine Electric Vehicles – OLEV)

A tecnologia wireless é agora capaz de fornecer energia elétrica para a movimentação de veículos. A próxima geração de carros elétricos irá contar com um campo eletromagnético situado debaixo da estrada por onde circulam por forma a abastecer os respetivos veículos de energia elétrica, carregando também a bateria do veículo para quando este se encontre fora do seu alcance. Esta nova geração terá baterias que permitirão um correto funcionamento com apenas um quinto da capacidade dos carros elétricos atuais, dado que a energia provém do exterior. Esta nova tecnologia está já a ser testada na Coreia do Sul, em Seul.

Materiais que se autorregeneram                

Partindo do ponto de vista daquilo que acontece com os organismos vivos, uma “tendência crescente na biomimética é a criação de estruturas inertes que tenham a capacidade de se reparar a si próprias” quando se partem ou sofrem rasgos ou cortes. Este tipo de materiais possuem a capacidade de se regenerarem sem intervenção humana e de acordo com o CAGTE permitirão o prolongamento da durabilidade de vida dos bens manufaturados e a redução da procura de matérias-primas. Outra vantagem seria, por exemplo, o uso destes materiais na construção de aviões, aumentando a segurança dos voos.

Purificação energéticamente eficiente da água

Com a sobreexploração de fontes naturais, a dessalinização das águas surgiu como resposta ao problema. Porém, esta representa um custo energético elevado, daí que o CAGTE destaque algumas tecnologias emergentes que “permitem maior eficiência energética nos processos de dessalinização ou de purificação de águas residuais”, entre as quais a técnica da osmose inversa, representando uma redução de 50% em relação ao consumo enrgético dos métodos tradicionais

Rentabilização do dióxido de carbono

Apesar de ainda estar por provar que a captura e armazenamento de dióxido de carbono é viável a nível comercial, o CAGTE aponta formas de converter o CO2 indesejado em produtos que podem ser colocados no mercado. Aquela que é apontada como uma das possibilidades mais promissoras passa pela transformação do dióxido de carbono em combustiveis liquídos ou químicos, recorrendo a sistemas de conversão solares de baixo custo.

Tecnologia rica em proteína

Através da identificação e replicação de proteínas essenciais para a dieta humana, a biotecnologia promete indicar apenas o que realmente interessa na alimentação. De acordo com o CAGTE, perspetivar a alimentação do ponto de vista molecular traz a vantagem de fornecer aminoácidos “com melhor solubilidade, gosto, textura e características nutricionais”, representando potenciais benefícios no controlo da diabetes e da obesidade, bem como no desenvolvimento muscular.

Tele-sensores multifuncionais

O  desenvolvimento da tecnologia dos sensores promete continuar mudar a forma como nos relacionamos com o exterior, “em especial na área da saúde”, segundo o CAGTE. Por exemplo, sensores que monitorizam continuadamente os níveis de açucar no sangue ou o batimento cardíaco e que, se necessário, respondem automáticamente. Mas os tele-sensores também estão a ser usados noutras áreas como, por exemplo, nos automóveis, ao permitirem que estes se detetem uns aos outros e, deste modo, reduzir a sinistralidade rodoviária.

Medicamentos em nano-escala

No seguimento de quase uma década de investigação, os testes de administração de medicamentos ao nível molecular parecem finalmente possíveis. Este novo método de tratamento, ainda a ser testado, tratar-se-ia de uma “oportunidade sem precedentes para tratamentos mais eficazes, enquanto se reduzem os efeitos secundários”.

Componentes eletrónicos orgânicos

Estes componentes eletrónicos orgânicos tratam-se de um tipo de impressos com materiais orgânicos que ainda não conseguem competir com os tradicionais, em silício, apesar das grandes vantagems em termos de “custos e versatilidade”. Os tradicionais implicam uma impressão de elevado custo, ao contrário dos componentes eletrónicos orgânicos que podem ser impressos a baixo custo e a uma escala muito mais pequena, tornando-se mais baratos e acessíveis.

Reatores nucleares de quarta geração

Para um futuro rentável no setor da energia atómica é preciso ter em conta a disponibilidade de urânio e procurar uma solução para os resíduos radioativos. A aposta nos reatores de quarta geração implica uma capacidade de produzir energia e fabricar mais combustível nuclear em simultâneo, apresentando-se como a mais promissora solução.

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