O primeiro-ministro foi surpreendido com cânticos de Grândola, Vila Morena no decorrer do debate quinzenal. Tratou-se de uma manifestação popular levada a cabo pelo movimento Que se lixe a Troika, Queremos as nossas vidas.

Foi quando Pedro Passsos Coelho se dirigia aos deputados presentes que foi interrompido pelo público que se encontrava nas bancadas da Assembleia da República e que começou a entoar a música de Zeca Afonso, uma das mais simbólicas canções da revolução do 25 de Abril.

Assunção Esteves, presidente da AR, tentou controlar os manifestantes apelando para que cessassem os cantos, mas o grupo de manifestantes não se fez calar e os membros da segurança foram obrigados a intervir para retirar o grupo das galerias de modo a que o debate prosseguisse. O primeiro-ministro manteve-se sempre tranquilo e sereno, colmatando no final quando já conseguia ser ouvido, que “de todas as formas que uma sessão possa ser interrompida, esta parece-me a de mais bom gosto“, finalizando com “fez-me recordar a comemoração do 25 de Abril que tivemos aqui o ano passado“.

Esta intervenção popular levada a cabo pelo Que se lixe a Troika, Queremos as nossas vidas foi um protesto contra os elevados níveis de desemprego. Recordemos que ainda esta semana novos dados revelaram que existem perto de um milhão de desempregados em Portugal. O músico Carlos Mendes e António Garcia Pereira, do PCTP/MRPP, foram alguns dos cidadãos presentes nesta manifestação que se prolongou além das galerias. Os manifestantes não desistiram e foram até às portas do edifício a cantar o tema revolucionário.

A porta-voz do movimento prestou declarações no final do protesto e disse que cantar Grândola, Vila Morena na assembleia fez  parte de uma ação simbólica.