No decorrer da contabilização dos bens da empresa multinacional Kodak, no âmbito de um processo de insolvência iniciado no começo de 2012, foi encontrado um reator nuclear numa das suas instalações industriais cuja quantidade de urânio enriquecido teria já atingido o limite suficiente para o fabrico de armas nucleares.

O reator situava-se num dos antigos edifícios do antigo Kodak Park, em Rochester, Nova Yorque, segundo noticiou o jornal Democrat and Chronicle. A sua existência não era bem um segredo, mas não se sabe ao certo se a Kodak terá informado as autoridades locais, o que segundo a Fox News não terá acontecido.

De acordo com um relatório citado pelo Democrat and Chronicle, o reator albergava uma quantidade de 1,36kg de urânio enriquecido, material esse que é usado no fabrico de armas nucleares e que terá sido removido do local em 2007.

Segundo Cristopher Veronda, porta-voz da Kodak: “Este aparelho não representa qualquer risco de radiação para o público ou empregados. A radiação da atividade do engenho não foi detetada fora das instalações”.

Ao que parece o reator era usado pela empresa para fins tecnocientíficos, tais como experimentar técnicas de imagem fotográfica, testar impurezas em químicos, ou ainda realizar pesquisa com neutrões, partículas subatómicas que podem criar uma imagem de um material sem o danificar.