Fantasiadas há décadas atrás, algumas das tecnologias usadas nas aventuras das personagens da série infantil dos anos 80 e 90 já chegaram ao mundo real.

Como muitas outras obras de ficção, a série que tinha o desastrado Inspector Gadget como protagonista tentava criar uma imagem de como seria a vida se tivéssemos posse de determinadas tecnologias. Hoje, alguns desses dispositivos que o ajudavam a desvendar os mais variados mistérios fazem parte da realidade.

O blog NM Actualidad elaborou uma lista de dez invenções que já foram criadas na realidade e que eram utilizadas pelo inspetor meio robô e meio humano.

Por exemplo, a revista utilizada pela sua sobrinha e ajudante, Penny, era idêntica a um tablet. Esta espécie de iPad servia para a rapariga realizar videochamadas para o tio e aceder a uma base de dados capaz de controlar outros dispositivos úteis para enfrentar os inimigos.

Outro caso é o ‘Gadgetcóptero’, tratava-se de um chapéu pelo qual saíam hélices que permitiam ao inspetor voar. No final do ano passado, a empresa japonesa Hirobo apresentou um protótipo de um helicóptero pessoal que pode apenas transportar uma pessoa e atingir os 100km/h de velocidade.

Se ainda te lembras, a comunicação entre o inspetor e o seu chefe fazia-se por um telefone instalado nas suas luvas. Hoje já é possível fazer chamadas telefónicas através de uma invenção do género – o Hi-Call. Uma empresa italiana inventou uma aplicação para iPhone que permite, através de Bluetooth, fazer e atender chamadas telefónicas com as luvas.

Na altura, o detetive tinha um automóvel com a capacidade de se converter num modelo desportivo ou numa carrinha, segundo as necesidades de determinados trabalhos. Além disso, guiava-se pelos caminhos certos de acordo com um sistema de navegação via satélite. A transformação de um único modelo em vários continua por alcançar, mas o sistema de navegação chama-se GPS.

A sobrinha Penny, muito mais hábil com as tecnologias que o tio, utilizava também uma espécie de relógio que a  permitia comunicar com o cão Sultão. Algo do género foi inventado em 2009 pela LG. Chama-se Watch Phone e é um aparelho que, além de relógio de pulso, é um smartphone.

Saiam do chapéu de Gadget quatro mãos metálicas que, em geral, a personagem não conseguia controlar. Investigadores norte-americanos encontram-se atualmente a trabalhar numa espécie de braço robótico que funcionará por ordens da mente. Esta inovação permitirá ajudar aqueles que, por várias razões, viram a sua mobilidade reduzida.

Na altura, também um sistema de vigilância difundido por todo o lado era uma das armas mais potentes de Dr. Claw. Atualmente, quase todas as grandes cidades mundiais possuem sistemas do género para garantirem a segurança das várias áreas metropolitanas.

Inspiração ou pura coincidência, a verdade é que estes são alguns exemplos de como as tecnologias das obras de ficção de há anos atrás têm vindo a ser transpostas para a realidade.