Originalmente conhecida por Sex and the City, a prestigiada série americana regressa agora sob o nome The Carrie Diaries, uma prequela baseada na adolescência de Carrie Bradshaw, durante o ano de 1984. A série estreou em janeiro nos Estados Unidos e o Espalha-Factos faz-te uma crítica dos primeiros episódios.

Sarah Jessica Parker interpretou uma personagem nova-iorquina com uma forte ligação à moda, dando vida à série não só pelos seus affairs, mas também pelas aventuras que partilha com as suas melhores amigas. Agora, Anna Sophia Robb (Charlie e a Fábrica de Chocolate, Race to Witch Mountain) partilha os clichés dos anos doces e inocentes de adolescência de Carrie, antes de se influenciar pela magia de Manhattan.

The Carrie Diaries revelou-se a típica série americana, direcionada especialmente para o público teenager que procurará identificar-se com os dilemas das personagens principais. Porém, tal como o The Hollywood Reporter escreveu, esta prequela é considerada “muito menos cínica do que Gossip Girl”.

Com apenas quatro episódios exibidos nos Estados Unidos – Pilot, Lie With Me, Read Before Use e Fright NightThe Carrie Diaries tem-se distanciado parcialmente da trama de Sex and the City. Carrie descobre a sua paixão pelo mundo agitado de Nova Iorque, e ganha a oportunidade de estagiar na empresa de um amigo do seu pai, em Manhattan, e fica, assim, deslumbrada com as luzes da ribalta. Sem deixar de parte os seus amigos inseparáveis, Mouse (Ellen Wong), Maggie (Katie Findlay) e Walt (Brendan Dooling) – que são substituídos pelas suas três melhores amigas em idade adulta – Carrie tenta conciliar a sua vida pacata de Connecticut com o glamour e com toda a extravagância da “big city”, dominada pela paixão pela moda.

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Pilot, o primeiro episódio, apresenta-nos uma mistura de drama e romance que resumem a juventude de Carrie. Neste excerto da série, somos confrontados com a dor da perda de um familiar, com as barreiras de aceitação e os rótulos no liceu, com o poder das grandes amizades, com os conflitos e as desavenças entre irmãos, com a iniciação da vida sexual e os tabus existentes em torno da virgindade, com a experiência do primeiro amor e, essencialmente, com a procura incessante pela identidade, pela definição do “eu”.

Carrie é diariamente assolada pelos sentimentos devastadores provenientes da morte da sua mãe, que constituem uma mácula no seu seio familiar. O seu pai, Tom Bradshaw (Matt Letscher), vê-se confrontado com as exigências de assumir um papel duplo na educação das suas filhas, que têm uma relação definida pelo ciúme, pela incompatibilidade de gostos e quereres, mas também pela partilha e pela amizade. Dorrit (Stefania Owen), a irmã mais nova de Carrie, revela uma personalidade rebelde, excêntrica e aventureira, ao contrário de Carrie, que se assume como a irmã protetora, responsável e madura.

No que diz respeito ao campo sentimental, Carrie demonstra-se profundamente apaixonada por Sebastian Kidd (Austin Butler), cujo passado impede o pai da mesma de aprovar o namoro entre ambos. Carrie é, então, forçada a mentir (“faked to make it”) e a agir sem conformidade com as ordens do pai, fazendo os possíveis por preservar a relação. A juntar à descoberta do primeiro amor, a série apresenta o tradicional cliché americano referente ao grupo malévolo de amigas popstar, que domina o liceu e se apodera dos rapazes mais giros, fazendo crescer a sua popularidade. Nos episódios seguintes, a série continua a desenrolar-se em torno das conquistas pessoais e profissionais de Carrie, mantendo sempre o seu estilo cómico.

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Enquanto Sex and the City preservava uma vertente mais madura e adulta, The Carrie Diaries assemelha-se a séries como Gossip Girl ou 90210, que também exploram as inseguranças e os problemas relativos à adolescência, bem como o fascínio pelo mundo da moda, dos dress codes e do estilo cool.

Samantha, Miranda e Charlotte também vão fazer parte, a dada altura, desta nova trama. Segundo a produtora Amy B. Harris, “o objetivo é que o público fique a conhecer o mundo de Carrie enquanto adolescente, e só depois é que se dará a conhecer as suas três melhores amigas.”

7/10