As cartas íntimas do escritor Eça de Queiroz foram reeditadas. Integradas na obra Eça de Queiroz entre os seus, as cartas refutam as teorias de que a figura portuguesa tinha um casamento de conveniência e era uma pessoa fria.

Apresentado na terça-feira no Grémio Literário, em Lisboa, Isabel Alçada, ex-ministra da Educação, afirmou que a escrita do autor está bem patente. “O livro auto apresenta-se. Quando se começa a ler, aproximamo-nos logo de Eça de Queiroz, citou o Diário de Notícias.

Nas cartas íntimas a personalidade do autor está bem presente, segundo salienta Isabel Alçada, relembrando que as teorias que diziam que escritor era uma pessoa fria, sem capacidade de amar e que mantinha um casamento de conveniência são apenas rumores.

A apresentação da obra contou com a presença de alguns familiares do escritor. Maria d’Eça de Queiroz, filha do autor de Os Maias, afirmou, no entanto, que a publicação das cartas teve que ser muito bem pensada pois não queria “devassar a vida dos pais”.

Esta reedição é uma homenagem a Maria d’Eça de Queiroz “por ter guardado tão bem o espólio”, segundo escreveu a autora Irene Fialho no prefácio do livro.