A segunda data da Tour da banda galega We Ride por Portugal teve lugar em Coimbra, no States Club, sábado passado, dia 26 de janeiro. De Lisboa trouxeram os PxHxT, com quem tinham partilhado palco na noite anterior e os Same Old Chords.

Dar com o sítio demorou algum tempo, mas foi possível chegar sem atrasos. Depois de se aproveitar o ar fresco, sendo que assim que se entrasse não era possível voltar lá para fora, lá para as 23 horas finalmente se começou a entrar.  O espaço era curioso, um antigo clube de strip, coisa que as luzes vermelhas, as paredes espelhadas e o rabo empinado a sair por detrás do banner de We Ride confirmaram.

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Pouco tempo depois, os Fight Today finalmente deram início aos concertos.  O palco era, de facto, muito pequeno para cinco pessoas mas não invalida que o vocalista precise de ganhar mais à vontade. Hardcore típico, rápido, apesar de uma certa parecença nos riffs de música para música, é sempre um gosto ver-se as bandas a jogar em casa.  A malta respondia aos incentivos e o guitarrista Libelinha agradecia, feliz. Foi um bom início de noite.

Seguiram-se os Same Old Chords. A terra onde se via quase tantas mulheres quanto homens na sala estava em sintonia com o cartaz onde duas das quatro bandas tinham frontwomen. Em palcos pequenos a alternativa é partilhar o chão com o público, o que nestes casos costuma resultar. Márcia tirou bem partido disso. O crowdsurf incluiu uma prancha de bodyboard trazida pelos PxHxT e, apesar de ser uma banda recente, já se via muita gente a cantar as letras. Flávio e Daniel partilhavam o microfone durante os coros, tendo em conta a falta de material, mas tal era a animação que ninguém notou os problemas de som.

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Hora da destruição, não fossem eles os tipos mais thrash/crossover de Lisboa. Este será sem dúvida o ano deles, essa motivação nota-se e é Motivation o nome do álbum que estão para lançar em breve. Concursos de salto em altura à parte, tudo correu sem falhas, sempre a abrir. Ninguém se matou para roubar o microfone, como de costume, mas estavam entretidos a fazer circle pits à antiga. “Não quero cá square pits ou triangle pits!” dizia Noia. Enquanto alguém lhes colava autocolantes da Hello Kitty nas t-shirts, terminaram com a cover de Have Heart Lionheart e a ordem para Destroy Everything Now!.

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Por fim We Ride. Aí sim, tudo lá para a frente. Esta banda que frequentemente toca em Portugal tem uma base de fãs nacionais muito fiel e entusiasta. Entre malhas do Directions e do On the Edge, este último com toques mais metal, não houve momentos em que não fossem acompanhados pelo público. Os mais corajosos arriscavam dives da varanda e Mimi reafirmou, pela segunda vez naquela noite, que os palcos no Hardcore não são só para homens. É possível que se estranhe uma voz mais aguda, à primeira audição, mas rapidamente se entranha e Party Girls era precisamente o tema a aplicar neste caso.

Eram quase duas da manhã quando finalmente terminou mas a animação continuou cá fora. Resta dar os parabéns à organização por esta iniciativa que resultou numa bela festa!

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