Paulo Costa, tem 40 anos e é um arquiteto que decidiu criar bancos e cadeirões de design simples, mas que contrariam a tendência atual de «desperdício de matéria-prima».

PLY&co é a nova linha de mobiliário do atelier de design e arquitetura portuense Peel Living Projects. Esta linha de mobiliário contém bancos e cadeirões «100% ecológicos, facilmente desmontáveis e didáticos, produzidos a partir de materiais e mão-de-obra nacionais».

A essência deste projeto está «na magia das ranhuras, que são feitas com rigor milimétrico, permitindo depois uma junção perfeita dos bancos e dos cadeirões», revela o arquiteto.

Uma linha de mobiliário em madeira e derivados, de origem ecologicamente sustentável, com materiais reciclados e recicláveis, montada sem recurso a colas nem fixações mecânicas, facilitando a reciclagem e preservando o meio ambiente. A fácil desmontabilidade das peças, sem recorrer a ferramentas e a sua dimensão minimiza o volume em transporte e em armazenagem até 1/8 do volume da peça montada, reduzindo as emissões de CO2 associadas.

PLY&co tem bancos Sit’Abit Stool (em tamanho pequeno e grande) e cadeirões Sit’Abool, que podem ser feitos a partir de contraplacado de madeira natural de bétula, «valchromat», produto inovador que associa as características naturais da madeira à cor e que contém pequenas fibras de madeira que não absorveram corantes, ou cortiça, vindos de florestas «ecologicamente sustentáveis com certificação Foresty Stewardship Council» (FSC), que luta pelo uso adequado dos recursos naturais.

Atualmente, as peças PLY&co são vendidas apenas em Portugal e podem ser encontradas no Porto, em Lisboa e em Matosinhos. 

A internacionalização está a começar, agora, a ser explorada na Alemanha e nos Estados Unidos, mas a marca já teve o seu mobiliário exposto nas principais feiras de design europeias, tendo sido selecionada para a Exposição Remade in Portugal  – Seleção de Design Ecológico Nacional de 2012

PLC&co - mobiliário ecológico

Segundo o P3, uma das principais particularidades destas peças é o fato de «não recorrerem a nenhum tipo de cola ou fixação mecânica para serem montadas». A desagregação dos materiais é melhor, sobretudo quando estes forem reciclados e deixarem de ser utilizados e «os acabamentos são feitos com uma cera natural, que garante uma melhor manutenção do objeto a longo prazo, uma vez que protege a cor do mobiliário e evita que sejam riscados».

Paulo Costa é arquiteto há 15 anos, mas sempre sentiu a necessidade de combater «o desperdício sistemático atual praticado por muitos arquitetos e designers que são cada vez mais escravos da forma».

A solução não tardou em chegar na forma PLY&co, uma linha que «otimiza ao máximo a matéria-prima», descreve o arquiteto. Para Paulo Costa um dos principais problemas atuais é «o comodismo, potenciado pelo excessivo recurso à tecnologia, que tem retirado quase toda a intervenção do utente quer nos espaços quer nos objetos». Por isso, o «design simples e orgânico», mas ao mesmo tempo inovador foi a escolha número um de Paulo Costa para o mobiliário PLY&co.

«As pessoas têm de controlar os objetos e não o contrário», revela. Nesse sentido, o seu objetivo é fazer com que as pessoas se sintam «confortáveis e que, acima de tudo, tenham uma relação fácil com o objeto».

Uma das novidades recentemente desenvolvidas pelo arquiteto Paulo Costa é a linha Insta Cork, com molduras ecológicas feitas em cortiça que «pretendem seguir a ideia criativa do Instagram».

Em breve serão colocadas no mercado novas peças de complemento às já existentes, tais como assentos personalizados para o banco Stool, uma mesa de centro e o candeeiro Firefly, todos subordinados ao mesmo conceito de montagem e ecologia.

PLY&co - mobiliário ecológico