O Index, a lista de livros proibidos que iam contra os dogmas da Igreja e continham conteúdos impróprios supostamente foi abolida em 1966, no entanto parece agora ressurgir pela mão da Opus Dei.

Esta organização, que procura «participar da missão evangelizadora da Igreja cristã no mundo quotidiano», criou uma lista de livros que os seus membros não podem ler. Esta lista sempre existiu, no entanto foi há quatro anos que se tornou virtual e passou a contar com a contribuição dos membros da Obra de Deus, avança o Diário de Notícias.

Segundo a Opus Dei Portugal surgiu um site (http://almudi.org) “tipo crowdsourcing, aberto à contribuição de interessados, moderado por dois editores: Carlos Cremades e Jorge Verdià [membros da obra]“. Os livros são classificados de 1 a 6 consoante os seus conteúdos e divididos entre literatura e não ficção. Mais recente é a lista de filmes a evitar.

Dos 33 573 livros que a Opus Dei considera proibidos aos seus membros, 79 são portugueses e encontram-se nos três níveis mais elevados. José Saramago é aquele que mais livros tem nesta lista, mas Eça de Queirós e Lídia Jorge são outros autores portugueses cujas obras devem ser “queimadas”.