Segundo a Billboard, olhar para a Escandinávia é antever o futuro do consumo da música. Os dados apontam para um crescimento de 12% na receita gerada pela indústria musical sueca, na qual 64% provém dos formatos digitais.

90% das receitas geradas pelos formatos digitais provêm de serviços de streaming como o Spotify. A maior empresa do género à escala mundial foi fundada em 2008, na Suécia, e conta com cerca de 20 milhões de utilizadores e um total de 18 milhões de canções.

Dedicada há mais de 100 anos a analisar a evolução da indústria musical, a revista Billboard diz que a evolução que se tem vindo a registar no consumo de música na Suécia e até em toda a Escandinávia oferece uma perspetiva sobre o futuro do setor.

Face ao crescimento de 95,5 milhões de euros no volume total de negócio, em 2011, para 108,6 milhões de euros, em 2012, o presidente da representação sueca da Associação Internacional da Indústria Fonográfica, Ludvig Werner, afirma: “Esperamos que um mercado de música em recuperação encoraje artistas e empresas da música a editar mais música e que, por sua vez, os nossos empreendedores criem mais e melhores serviços para o seu consumo”.

Tal como na Suécia, na Noruega o volume de negócio também cresceu, desta feita, 8% em 2012. A decrescer só mesmo o formato CD com uma quebra de 15% nas receitas geradas, enquanto a subida de 59% no caso do disco vinil não altera o seu fraco peso de 1,4% na receita total.

A Spotify trata-se de uma empresa criada em 2008 que conta com 15 milhões de utilizadores ativos e 5 milhões de clientes a pagar pela subscrição. A iniciar a sua atividade este ano em Portugal, a empresa dá audição gratuita de música – neste caso, intercalada por anúncios publicitários – ou através de uma mensalidade (sem publicidade intercalada).

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Este tipo de plataformas não reúne, porém, um consenso total. Artistas como Rihanna ou Taylor Swift preferem não incluir as suas músicas no catálogo da Spotify e bandas como os Grizzly Bear ou os Black Keys já questionaram publicamente os seus benefícios ao afirmarem que o montante que reverte a favor dos músicos é reduzido comparativamente a fontes de receita tradicionais. O Spotify devolve 70% da receita gerada à indústria musical pelos direitos de autor e o editor da Music Week, Tim Ingham, estima que 20% a 25% desse valor seja destinado aos músicos. Ainda assim, é mais do que o valor zero de receitas geradas para os artistas em caso de pirataria ou partilha de ficheiros.

Um dos representantes da Spotify para o Reino Unido e o resto da Europa, Will Hope, já afirmou que: “Queremos criar uma solução e um contraponto [à partilha de ficheiros e pirataria].”