O silêncio da  RUM – Rádio Universitária do Minho, vai-se manter por mais algum tempo. A emissora gerida pela Associação Académica da Universidade do Minho (AAUM) decidiu romper as negociações com a também bracarense Antena Minho, pelo uso do transmissor desta. Confere todo o dossier RUM vs Antena Minho aqui.

O emissor de Santa Marta das Cortiças é o principal causador das divergências entre as duas emissoras Bracarenses. Este emissor desde os anos 90 que é partilhado por ambas rádios e ainda pela Rádio Comercial, estando acordada entre as três rádios a igual divisão dos encargos. Mais tarde, em 2008, no sentido de definir a situação de propriedade do emissor e ainda dos encargos com e a electricidade e manutenção, a RUM e a Antena Minho entraram em negociações.

No entanto estas não correram  como esperado, de acordo com um comunicado da RUM a todos os alunos da Universidade do Minho, «a Rádio Antena Minho, outorgou uma escritura de justificação notarial, para efeitos de registo de aquisição, por usucapião, do prédio no qual se encontrava instalado o emissor, declarando-se dona e legítima possuidora, com exclusão de outrem, e há mais de vinte anos do dito imóvel, sem dar conhecimento e à revelia da RUM (com quem mantinha reuniões até então)».

Após esta atitude por parte da Antena Minho a RUM decidiu agir judicialmente, isto porque na data da construção do emissor, foi acordado pelos responsáveis das rádios, na época, a total partilha. Quatro anos depois, em Junho de 2012, saiu a decisão do Tribunal Judicial de Braga, atribuindo a propriedade do espaço à Antena Minho. A Universitária decidiu recorrer junto do Tribunal da Relação de Guimarães, recurso que se encontra pendente.

A 17 de dezembro de 2012, mais um capítulo nesta história, a Antena Minho envia uma carta à RUM onde ameaçava suspender o fornecimento de energia aos emissores da Rádio, se não houver resolução conclusiva dos assuntos pendentes, a partir de quinze dias a contar desta data.” Em resposta, a RUM informa e relembra a Antena Minho que decorre em tribunal um processo, e que a sentença ainda não transitou em julgado. Mais, refere que “caso entendam concretizar a ameaça de suspender o fornecimento de energia ao nosso emissor de Santa Marta das Cortiças serão, necessariamente, responsáveis e responsabilizados por todos os danos emergentes de tal conduta e pelos prejuízos causados.

Considerando abusiva a utilização do emissor por parte da RUM, a Antena Minho, a 4 de janeiro, corta a electricidade do emissor da RUM, dando início aos sucessivos silêncios da Universitária.

Com vista em regressar à normalidade, há duas semanas, iniciaram-se os contactos entre as duas rádios para chegarem a um acordo. A RUM comprometia-se a pagar parte dos gastos que a Antena Minho alegava ter tido desde 2008, no entanto a concorrente não cedeu, forçando a RUM a desistir das negociações.

A RUM mantém-se sem a sua cobertura habitual, tendo apenas um emissor com um raio de 10km a assegurar a emissão em FM, no entanto a emissão online tem mantido a estação ligada aos seus ouvintes. A RUM vai continuar a agir judicialmente de acordo a apurar a legalidade neste processo e também para recuperar a sua cobertura entre os campus de Gualtar e Azurem.