Com o número de livros de fantasia e direcionado para um público jovem a aumentar em Portugal, Liliana Lavado é uma das escritoras portuguesa com várias obras do género no mercado. Mas com uma pequena diferença, decidiu tornar-se numa escritora independente. Contou um pouco sobre a sua obra, os benefícios das tecnologias do século XXI para os jovens escritores e uma das técnicas que utiliza para melhorar os seus livros.

“A minha escrita foi o meu tropeção”, começa por contar Liliana Lavado sobre o início da sua vida como escritora. L. C. Lavado, nome adotado para assinar todos os livros, conta ao Espalha-Factos que tropeçou na paixão da escrita “num dia que poderia ter sido como qualquer outro”. Aos 15 anos quando leu o primeiro livro e lhe pareceu ter sido “o momento certo”.

Licenciada em Gestão de Marketing, Liliana nunca teve tentativas deixadas a meio no início dos livros, inícios de obras deixadas a meio no fundo da gaveta. As primeiras palavras que escreveu resultaram no primeiro livro, intitulado Para Além da Razão, que apesar de parecer “um desenho em palavras de uma criança descuidada” houve sempre uma “curiosidade irresistível em tentar descobrir o que conseguia escrever, e para isso, tinha de ir até ao fim”. Todas as suas cinco obras publicadas até ao momento percorrem os caminhos do romance, ficção científica, fantasia e o universo adolescente. Um dos livros, The Writing Heritage, foi a primeira aventura de Liliana a escrever totalmente em inglês.

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Depois de escrever quatro livros, LC soube que tinha de mostrá-los aos leitores e não podia esperar que alguma editora analisasse o seu trabalho, que “fossem eles a decidir se era bom ou não”. Colocando os leitores em primeiro lugar, decidiu tornar-se numa escritora independente. “É um longo caminho construir boas relações com os leitores, por isso, tento ao máximo com a experiência”, conta-nos sobre a sua relação com a comunidade literária portuguesa.

“Os jovens escritores de hoje são privilegiados pelas ferramentas que estão ao seu alcance com um simples computador, uma ligação à internet e redes sociais”, começa por explicar. De forma a utilizar os benefícios da Internet nas suas obras, Liliana começou por criar os leitores-beta. Estes leitores nasceram de colaborações estabelecidas com alguns leitores portugueses, bloggers ou escritores, para serem os primeiros a ler as obras da escritora, para os julgarem e são os únicos priviligeados com o poder de os alterar. Fazem o trabalho “na perfeição e sem dúvida que tornaram os meus livros melhores”, afirma a escritora.

“Ser escritora não é fácil, seja qual for a língua”, acabou por dizer. Com uma divulgação intensa do trabalho há um ano, LC mostra-se contente com a quantidade de leitores e afirma que superou as expetativas. “São os leitores que decidem se um livro é bom e se são eles que o mantém vivo”, conclui a escritora.

Neste momento, Liliana Lavado encontra-se a escrever o seu sexto livro. Fantasmas de Pedra foi um incentivo dos leitores para continuar a obra O Inverno de Sombras, história passada em Lisboa e com uma boa dose de fantasia. Em princípio, O Inverno de Sombras vai ser publicado pela editora Marcador em abril deste ano.

Clica aqui para veres o resumo do novo livro da escritora e mais detalhes sobre O Inverno de Sombras.

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