O Ministério da Educação anunciou que este ano os enunciados das provas finais para alunos invisuais e com baixa visão serão apresentados em formato digital específico ou em documento com entrelinha de 1,5, em formato PDF.

Das duas hipóteses, cada uma será usada de acordo com as necessidades específicas de cada aluno, tratando-se de uma resposta técnica que procura “contribuir para a melhoria das condições operacionais de realização de provas e de exames”, segundo o Ministério da Educação e Ciência (MEC).

Ainda assim, mantém-se a possibilidade de este ano os alunos que não apresentarem condições de realizar a prova em formato DAISY (Digital Acessible Information System), poderem transcrevê-la para Braille.

Este formato DAISY já tem vindo a ser usado desde 2005 na produção de manuais escolares e outros livros, possuindo funcionalidades acrescidas para pessoas cegas ou de baixa visão. Este tipo de livros serve-se da informação escrita e da informação em áudio para permitir ler e ouvir em simultâneo, estando nas mãos do utilizador a possibilidade de manipular e ajustar a velocidade da leitura áudio, o tamanho dos carateres e o contrasto entre as cores do texto no ecrã.

Localizar informação textual, colocar marcadores no texto e inserir comentários e notas pessoais, assim como “navegar ao longo dos documentos, por capítulo, subcapítulo e secções” são, de acordo com o MEC, outras funcionalidades do sistema.