Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), as famílias portuguesas gastaram em média 5,3% das suas despesas em bens e serviços culturais em 2011, verificando-se uma redução face ao ano anterior. As que mais acederam à cultura foram as mulheres entre os 30 e os 40 anos.

As famílias portuguesas dão primazia aos serviços desportivos e recreativos e de distração e cultura, tendo gasto 334 euros durante o ano. De seguida, são os livros, jornais e outros impressos que mais são adquiridos em Portugal. Em terceiro lugar, aparecem os artigos e equipamentos recreativos, de lazer e distração (209 euros); em quarto os gastos com equipamentos e acessórios audiovisuais, fotográficos e informáticos (111) e em último a compra de viagens turísticas (105).

Relativamente aos custos dos bens e serviços culturais, o relatório afirma terem aumentado em todos os setores, sendo que o maior aumento se assistiu nos museus, monumentos históricos e outros serviços culturais, com uma percentagem de 3,1%, justificando a redução de 300 mil visitantes em relação ao período homólogo do ano anterior.

Este decréscimo na afluência aos serviços culturais verificou-se também no setor cinematográfico. Baseados em números do ICA (Instituto do Cinema e Audiovisual), o INE afirma que “face ao ano anterior, realizaram-se mais 362 sessões mas verificaram-se decréscimos de 5,2% nos espectadores e de 2,9% nas receitas de bilheteira”. Deste relatório consta também que o cinema português foi o menos visualizado (0,5% de espectadores e 0,4% de receitas de bilheteira), em detrimento do americano, que representou 69% do número de espectadores e receitas de bilheteira.

Nas artes performativas, foi o teatro que mais sofreu. Com maior número de sessões registou menor afluência e receitas que os concertos musicais. Contudo, foram os livros, as obras de arte e antiguidades os bens culturais mais exportados em 2011, ascendendo a um valor global de 64,7 milhões de euros. Os seus principais destinos continuam a ser os PALOP (55,3%), a União Europeia (30,4%) e o Brasil (8,6%). Todos em conjunto, estes destinos configuram 94,4% das exportações.