No passado dia 8 de dezembro, os moicanos irradiantes, assim como os patches infindáveis, acompanhados pela corrosiva parafernália anarquista e um canídeo invadiram a Blackbox do Centro da Juventude, em Caldas da Rainha, para o lançamento do primeiro EP dos conterrâneos 74, intitulado O Início, que deu, ainda, origem a uma conversa com o Espalha-Factos. Ombreando os anfitriões da noite, subiram ao palco Come Cacos, Fina Flor do Entulho e os Konad.

Iniciando as hostilidades, os imberbes Come Cacos apresentaram-se a uma sala ainda pouco composta, rubescendo as faces dos mais incautos, retraçando ouvidos com os furiosos riffs ovarenses e o chorrilho de vitupérios infindável. De seguida, os Fina Flor do Entulho, já pela segunda vez nos reguengos da Rainha, prestaram-se a uma taciturna performance, com o titubeante vocalista, sôfrego e cambaleante, a manchar a fulminante atuação dos jovens que o suportavam.

Após o momento menos feliz da noite, timbrado com nudez excessiva e algumas quezílias costumeiras, os Konad subiram ao palanque, uma formação caricata, sendo que o baterista, Kampino, assume, também, a posição de vocalista. Num thrash core cáustico e sónico, tomaram de rompante a já atulhada sala caldense, num espectáculo frenético de slam dance, finalizando com um cover de Ratos de Porão, entoado em uníssono pelos presentes.

Para finalizar o dia, os 74, de Groba e companhia, deram um belíssimo encerro à noite, já longa, com coros efusivos a pulularem pelo set, ou não estivessem na sua cidade natal, demonstrando que, desde o início, há um ano, a evolução foi constante, apresentando-se conscientes do poder da sua mensagem, mas sempre coroados pelo sarcasmo característico do ideário anti-sistemático. Se quiseres saber mais vê aqui a entrevista do Espalha-Factos aos 74.

Agradecimentos ao João Mogas por todo o apoio na realização desta entrevista.