O cinema português soma e segue, depois de ter vencido o Urso de Ouro em Berlim, Rafa, curta-metragem da autoria de João Salaviza, sai do Festival Internacional de Curtas Metragens na Suécia com o Prémio Uppsala em Memória de Ingmar Bergman no bolso.  

O prémio em questão destina-se a destacar “um realizador jovem e promissor que alargue as fronteiras da arte cinematográfica” e acabou mesmo por ser atribuído ao realizador português pela “cinematografia de sensibilidade” apresentada numa curta em que se “capta o silêncio de um jovem rapaz numa missão solitária na Lisboa moderna”. O site do festival ainda refere a interpretação “emotiva mas subtil que augura algo de bom para o futuro”.

João Salaviza em conjunto com outros realizadores portugueses como João Canijo (Sangue do Meu Sangue) e Miguel Gomes (Tabu), são protagonistas da encruzilhada que, atualmente, se vive no cinema português, onde o sucesso a nível internacional dos realizadores convive com o desinvestimento estatal no cinema feito em Portugal, logo na perda de apoios para a realização de novas obras.

O prémio destinado a João Salaviza são 50 mil coroas suecas, que se pode traduzir, aproximadamente, em 6.000 euros e foi entregue ontem no último dia da 31.ª edição do festival.