Segundo as audiências há quase 90 mil crianças que ficam a ver televisão depois da meia noite em Portugal. Os especialistas dizem ser um número alarmante, visto que este estudo prova que “os pais, em suaves prestações, se demitem de ser pais”, alerta o pedopsiquiatra Eduardo Sá.

As elevadas cargas escolares e a pressão para que “sejam alguém na vida” faz com que as crianças percam horas de brincadeira. Tal vai levar a que à noite se sintam atraídos pela televisão e outras tecnologias que não tiveram oportunidade de usar durante o dia. No entanto, as tão necessárias nove horas de sono para os adolescentes e as doze para as crianças ficam esquecidas, o que pode resultar em graves consequências imediatas e a longo prazo.

“Uma criança que não durma bem ou um adolescente que não durma o suficiente tem um risco acrescido de obesidade, hipertensão, diabetes, e tem piores sucessos escolares. Têm um risco acrescido de insónias e de depressão e isso são coisas terríveis para uma criança ou um adolescente”, afirmou a neurologista e especialista em doenças do sono Teresa Paiva.

Este elevado número de crianças e jovens representam 9% da população portuguesa entre os 4 e 14 anos, segundo os censos de 2001. Este estudo vem provar que num futuro próximo insónias, depressões e outras doenças vão afetar mais a população portuguesa.