palco latada coimbra 2012

“Tesouradas” de fazer mexer “orelhas”

Na segunda noite da Latada, Orelha Negra e Scissor Sisters subiram ao Palco Principal do Pátio da Canção.

A Cabra deu a última badalada e Orelha Negra ouviu. Estava na altura de subir ao palco para mais uma noite na Praça da Canção. E, embora o frio ameaçasse esfriar os ânimos de um público que chegava aos poucos, Orelha não arrepiou.

O Segredo chegou para satisfazer a curiosidade dos estudantes de Coimbra, mas foi Throwback que os colocou a dançar.

Quando M.I.R.I.A.M. apareceu, o Recinto já estava mais composto. Uma energia começou a espalhar-se pela multidão que vibrou com a sua música preferida. Since You’ve Been Gone veio para acalmar os ânimos. Uma onda de fumo encheu o palco e espalhou-se pelos presentes, que inebriados pelo ritmo melancólico da música, ondulavam calmamente.

Polaroid veio de seguida e B.I.A.N.C.A. fez a assistência delirar. Francisco Rebelo, o guitarrista da banda, marcava o compasso enquanto DJ Cruzfader reinava na mesa de mistura e Sam the Kid pulava, num dos raros momentos de interação com o público.

Sem dar por isso, um concerto acabou, mas outro estava só a começar. Enérgicos, Scissor Sisters subiram ao palco um a um. Em corrida ou a passo, cumprimentavam o público. O espetáculo ia começar.

Foi entre gritos que começou Any Wich Way. A banda americana retribuiu o calor do público com uma coreografia elaborada e uma energia inesgotável.

Ao recinto chegavam cada vez mais estudantes e o ambiente aquecia progressivamente. Baby Come Home With Me, uma das faixas de Magic Hour, instalou a loucura no Recinto. Deliciado com o público, Jake Shears soltou um «Viva Coimbra!» em português perfeito. A multidão entrou em delírio e o cantor perguntou «How are you feeling tonight, beautiful people?». A resposta foi uma compilação de aplausos e uma chuva de assobios que fizeram o vocalista sorrir.

Os efeitos visuais são a coisa menos espetacular no palco principal. Num vestido amarelo exuberante, Ana Matronic agarra no microfone para dizer «we want you to make your mama proud». Chegou Take Your Mama.

A interação com o público é constante. Shears e Matronic, o resto da banda e as bailarinas desdobram-se para dar um concerto exemplar. Running Out deixa o público sem fôlego e Let’s Have A Kiki podia ser considerado o momento mais divertido da noite. Saídas de Night Work, vêm Night Life e Fire with Fire. Escusado será dizer que Fire with Fire foi tão épico que o vocalista soltou um «obrigado».

Uma mudança de guarda-roupa trouxe a força necessária para Comfortably Numb, Invisible Light e Shady Love. Apesar de pouco conhecida, Only the Horses não desiludiu. Porém, foi Keep Your Shoes On que fez as delícias do público.

Como o que é bom acaba sempre depressa demais, também esta noite teria de ter um fim precoce. Scissor Sisters escolheram o famoso hit I Don’t Feel Like Dancin’ para fechar o concerto que vai ficar para a história de Coimbra. O público aproveitou a despedida para cantar, dançar e pular até mais não e a banda ficou tão surpreendida que voltou para um encore. Filthy/Gorgeous pode ter marcado o fim do concerto, mas foi também o auge da noite.

Faltava pouco para as três quando os Scissors se despediram de Coimbra elogiando não só a energia e o carisma do público, como também a beleza do traje académico. O entusiasmo e competência da banda conquistaram tudo e todos, só faltou mesmo a promessa de um dia voltar.

*Por impedimento da banda, não é possível publicar as fotografias captadas no concerto da banda Scissor Sisters.

Texto de Elisa David
Fotografias  por Maria Inês Antunes 

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