O Vodafone Mexefest revelou hoje as últimas novidades do festival. Alt-J é a grande novidade no cartaz deste ano.

Nos dias 7 e 8 de dezembro, a Avenida da Liberdade volta a acolher o Vodafone Mexefest. O Espalha-Factos foi recebido, hoje no Ritz Clube, por quatro nomes relacionados com a música nacional atual – Jwanna Godinho e Luís Monteiro (ambos da Música no Coração), Joaquim Albergaria e António Carriço (da Vodafone FM).

O conceito é o mesmo das anteriores edições, mas explorado de uma outra forma, com o intuito de estender a música a mais locais de Lisboa, num ritmo incessante. Para Luís Monteiro “A expetativa é enorme” mas também o é o otimismo. Relativamente ao envolvimento da marca nesta jornada musical, António Carriço afirma “Este é o único festival que temos a oportunidade de dar o nosso nome e é com muito gosto que o fazemos”.

Para além dos habituais locais deste festival como o Cabaret Maxime, o Cinema S. Jorge, a Casa do Alentejo, o Teatro Tivoli BBVA,  Sociedade de Geografia de Lisboa, juntam-se a estação de comboios do Rossio (a estação da Vodafone FM), a Sala Super Bock Super Rock (Ateneu comercial lisboa), o Ritz Clube, o Altis Avenida Hotel e, por fim, o Starbucks do Rossio.

O Vodafone Mexefest tem como principal objetivo mostrar as novas bandas internacionais, em que o espectador é convidado não só a passear por uma zona de Lisboa, mas também a conhecer a atualidade na música.

Tendo já sido anunciados nomes como Django-Django e Michael Kiwanuka, houve grandes novidades trazidas por Jwana Godinho em relação ao cartaz, como The 2 Bears, Madrid, The Very Best, EfterKlang, Trus’ Me, Light Asylum, entre outros. O grande nome desta edição são os Alt –J que, segundo a organizadora, “foram os artistas mais difíceis de confirmar. Penso que têm muita harmonia e criatividade e que o concerto vai ser um dos momentos altos do festival”. Jwanna também teceu qualidades à musica dançável de Escort, Light Asylum e Tito Noir apreciando também a descontração e a partilha por parte de bandas como os The 2 Bears e os EfterKlang.

O Mexefest pretende também dar a conhecer algumas das bandas nacionais. Algumas que juntam a música à palavra, como Os Quais, Noiserv (artista da banda sonora do filme José e Pilar) e outras como Gala Drop e Brass Wires Orchestra.

Um dos aspetos mais relevantes na apresentação do festival que foi, sem dúvida, transversal à opinião dos organizadores, foi a valorização das bandas jovens ou das famosas “bandas de garagem”. A Vodafone FM, responsável por esta iniciativa, anunciou um concurso musical no qual as bandas poderiam partilhar, através da Internet, a sua música (num formato vídeo) que seria ouvida por um júri especializado desta rádio.

Após a apresentação das novidades no Ritz Clube, o Espalha-Factos teve a oportunidade de falar sobre este e outros temas com uma das caras por trás desta edição do Vodafone Mexefest, Joaquim Albergaria, também conhecido como sendo um dos membros da banda portuguesa Paus.

Espalha-Factos: O casting para as novas bandas vai funcionar na mesma linha que os outros festivais ou como algo mais “à Mexefest”?

Joaquim Albergaria: Nitidamente, mais “à Mexefest”. Queremos bandas desconhecidas, bandas que nos surpreendam com um som novo e relevante. Têm que ter essencialmente o fator surpresa e muita personalidade, ou seja, não vamos à procura de bandas que fazem os seus sons por cima de outros sons. Depois, as bandas vão ter um palco só para atuarem, não é para tapar buracos de programação. Não haverá comentários ao estilo do Ídolos.

EF: O casting vai atrair, com certeza, muitas bandas. O júri vai ouvi-las todas ou selecionar apenas algumas?

JA: O júri vai ter que ouvir todos os vídeos que tenham o tag “Casting Vodafone Mexefest”. Entre 15 e 28 de outubro, as bandas terão de se inscrever no site fazendo o upload dos vídeos da sua música, e depois será feita uma seleção para poderem, enfim, ser chamados para uma audição aos júris do Vodafone FM no dia 17 de novembro. Daí sairão até 8 bandas para atuarem no Cabaret Maxime.

EF: Qual a grande novidade do Mexefest?

JA: A sala Vodafone FM será a sala com maior capacidade do festival (Gare do Rossio).

EF: Quem não vem ao Vodafone Mexefest poderá acompanhar o festival a partir da Vodafone FM?

JA: Sim, a Vodafone FM é a rádio oficial do festival, vamos tentar transmitir em direto o maior número de concertos. Os que não conseguirmos transmitir no ar, vamos tentar transmitir no Facebook, em stream. A ideia é transmitir o festival na totalidade.

EF: Isso é importante para o conceito do festival, porque as pessoas enquanto se dirigem para outros concertos, podem ouvir o que está a acontecer no Mexefest.

JA: Os que conseguirem captar a rádio podem fazê-lo, ou mesmo nos Shuttles, as carrinhas que vão facilitar o transporte no festival, aí ouvirão também a Vodafone FM. Porque, apesar de tudo, o principal conceito do festival é partilhar música nova.

EF: Relativamente às bandas nacionais, pode revelar em quanto tempo serão anunciadas novas bandas e onde?

JA: Em breve! Muito breve! Poderão saber tudo no site do festival e no Facebook.

No fim, foi possível assistir a um concerto de Brass Wires Orchestra, um dos nomes do cartaz deste festival que faz os amantes da música mexer. Influenciados por nomes como Beirut ou Fleet Foxes, a banda lisboeta atuou, num concerto pequeno, que fez o público abanar a cabeça e sentir os ritmos folk dos seus originais. Um espetáculo, com certeza, a não perder.

Artigo redigido por André Tenente e Simão Chambel