Os Green Day já andam na estrada há 25 anos. Levaram o punk  ao mainstream em meados da década de 90, com o álbum Dookie e foram reis do power pop com um registo mais comercial, American Idiot, em 2004.

O mais recente ¡Uno! (e não, nada tem a ver o com jogo de cartas) é um disco que, no geral, tem pouco material novo, mas com muita qualidade porque revisita todas as fases do grupo nas últimas duas décadas. Faz parte de uma coleção de três discos,  ¡Uno!, ¡Dos!, e ¡Tré!.

As primeiras faixas, Nuclear FamilyStay The NightCarpe Diem; e Let Yourself Go, são um resumo dos primeiros anos e dos álbuns mais punk dos Green Day – mais especifiamente até ao Nimrod, de 1997.

A faixa Kill The DJ tem um groove e um toque de funk-rock, à Queens Of The Stone Age e ao estilo de alguns “gigantes” do power pop. Ironicamente, e apesar da mensagem que transmite, é muito dançável e radio-friendly. Apesar de algumas críticas a acusar o grupo de hipocrisia (por se auto-intitularem uma banda anti-comercial, sendo eles próprios um dos maiores sucessos da indústria), não há razão para levar a sério essas críticas, porque não há músico que viva sem uma indústria e um público-alvo, por muito específico que estes sejam. São acusados de não serem punks “genuínos”. Mas esse conceito é altamente discutível.

httpv://www.youtube.com/watch?v=jW7VhkNqjnc

Fell For You é a canção com mais espírito de rock alternativo dos anos 90. E tem um toque de punk.

Para concluir, temos a Sweet 16 e Oh Love, canções à rock clássico (Beatles, etc.), com um grande cheiro a século XXI.

É um bom álbum tanto para quem é um seguidor ávido do grupo como para quem só ouve os hits que passam na rádio e na MTV. Não será bom para quem nunca gostou de Green Day, porque não quebra com nada do que tinha sido feito até agora.