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NOVA Música, novos talentos

O Campus de Campolide acolheu na sexta-feira, dia 21, a primeira edição do festival NOVA Música, que juntou os mais diversos artistas e géneros musicais na recepção aos estudantes da Universidade Nova de Lisboa. Do rock ao jazz, passando pelo fado e música clássica, ouviu-se de tudo um pouco em Campolide, num evento que deu as boas vindas ao novo ano letivo na NOVA.

Mais de 4 mil pessoas passaram pela Reitoria da UNL e arredores para ver os novos talentos da música nacional, num ambiente marcadamente académico que reuniu estudantes das várias faculdades da NOVA. Apesar dos trajes e capas que se iam encontrando no recinto, a primeira edição do festival contou com espectadores de todas as idades, também devido à já referida variadíssima oferta musical dos quatro palcos.

Os palcos Clássica e Fado chamaram mais a atenção dos mais velhos, bem como daqueles que iam chegando ao recinto pouco depois da abertura de portas, às 19h. No Fado, alguns talentos pouco conhecidos como Carmo Seabra Moniz Pereira e Manuel Marçal fizeram valer o convite para participar no evento e proporcionaram momentos de grande qualidade ao público presente. Ali perto, na Igreja de Santo de António de Campolide, praticamente colada ao campus da Faculdade de Direito e de Economia, começava pouco depois das 19h a actuação do Quinteto de Sopros da Metropolitana, seguida do Coro da Nova, que traziam no reportório Bach, Vivaldi, Mozart e muitos outros.

O Palco Jazz, colocado estrategicamente num acolhedor átrio entre a Faculdade de Economia e o Instituto Superior de Estatística e Gestão de Informação, foi conhecedor de alguns dos mais intimistas momentos da noite.

Não tivemos muito tempo para passar por lá, tal era a efervescência de artistas e atuações por todos os espaços do Campus de Campolide, mas achamos digna de registo a quente e avassaladora prestação do Tributo Nina Simone. Depois de sucessos como Feeling Good, Devil’s Workshop e I’m Gonna Leave You, o final foi apoteótico com Run to the Devil, com os mais originais e improvisados moves, coligados com uma plateia que deu o seu melhor nos back vocals.

Apesar da qualidade musical e da energia positiva distribuída pelos quatro cantos do recinto, foi o Palco Antena 3 que chamou mais a atenção dos presentes. Os The Kafkas foram os primeiros a pisar este palco, pouco depois das 21 horas, e trouxeram músicas do novo EP aos poucos estudantes ainda presentes no recinto. O ambiente aqueceu com a banda seguinte, os Ciclo Preparatório, uma banda muito recente que nasceu em março deste ano, com a participação no concurso Novos Talentos FNAC. Vestidos a rigor, tal como o nome que os identifica mandava, contaram com um público mais animado e numeroso e aqueceram os ânimos para as bandas seguintes.

Os Biancard, uma banda com apenas um ano de existência, pouco se preocupou com a vertente vocal da sua prestação. Principalmente o vocalista, que foi explosivo em palco e tentou cativar e interagir com o público de todas as formas possíveis.

Seguiu-se a banda Capitão Fausto, um dos cabeça-de-cartaz – como se viu pela forma como as músicas mais conhecidas foram cantadas em uníssono pelo público. Entre autógrafos e fotografias com os fãs, e ainda em palco, os Capitão Fausto anunciaram que o novo álbum da banda será lançado em março do próximo ano.

A última banda ouvida em Campolide foi Os Pontos Negros, que começaram a tocar já depois da uma da manhã e levaram ao rubro a assistência, já muito animada pelas bandas anteriores e pela bebida que as acompanhou. Assumindo o papel de um grupo musical já com algum prestígio no panorama musical português, os Pontos Negros deram-se ao luxo de cantar as músicas e deixar que o público adivinhasse o seu nome. Não só o nome, mas também a forma como as letras foram cantadas de forma efusiva, destacaram inequivocamente aquela banda como uma das que mais trouxeram público até ao NOVA Música.

Apesar das temperaturas menos amenas, o NOVA Música deu aos presentes uma excelente última noite de verão antes do regresso às aulas, com um ambiente de festa muito agradável e um espaço adequado para o evento e bem organizado. O preço simbólico a que os bilhetes foram vendidos, aliado à qualidade musical oferecida, deixam a desejar uma segunda edição para o próximo ano.

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