O Conselho de Redação da RTP afirmou em comunicado que “repudia em absoluto a proposta de António Borges de concessão do Serviço Público de Rádio e Televisão a empresas privadas”.

Segundo realça o Conselho de Redação no comunicado, esta decisão do Governo reduz “a oferta informativa em canal aberto e o pluralismo, que são marcas distintivas e constitucionalmente consagradas do Serviço Público de Televisão e Rádio e que não podem ser exigidas a entidades privadas”. Para o Conselho de Redação, esta decisão anunciada por António Borges iria prejudicar a imprensa e a liberdade de expressão.

No mesmo comunicado o Conselho de Redação da RTP acrescenta que, nos últimos dez anos, o canal sempre esteve bem representado. “A RTP tem sido gerida por Administrações em grande rigor e bons resultados e reforçou-se como uma televisão de grande liberdade e isenção, onde até Marcelo Rebelo de Sousa procurou um longo refúgio de anos quando foi impedido de fazer numa estação comercial os seus habituais comentários”.  Além disso, salienta os esforços feitos pela RTP nos últimos tempos: “A RTP tem vindo a honrar os seus compromissos financeiros que remontam ao tempo dos Governos onde se destacou Marques Mendes“. Nesse sentido, o canal público está ao dispôr de cerca de 15 milhões de portugueses em território nacional e não só.

Vários jornalistas reforçam a ideia de que a RTP deve continuar a ser um canal público que preste serviço público. No decorrer do processo, o Conselho de Redação do canal pede “serenidade e bom senso” e apela aos jornalistas o cumprimento do seu Código Deontológico.