Raquel Alexandra, membro da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) afirmou à Lusa, na qualidade de constitucionalista, que a Constituição não impõe que o serviço público de televisão seja garantido por uma empresa pública. 

Relembramos que, de acordo com a lei fundamental, o Estado tem de assegurar «a existência e o funcionamento de um serviço público de rádio e de televisão». Raquel Alexandra explicou que «a Constituição não impõe que o serviço público seja feito por uma empresa pública. Se não exige que a propriedade seja pública, também não exige que a gestão seja pública». Acrescentou ainda, sobre as declarações de Arons de Carvalho, que considerar inconstitucional passar a concessão da RTP1 para um operador privado «é uma visão conservadora da Constituição».

Numa entrevista à TVI, o economista António Borges avançou com a possibilidade «muito atraente» de concessionar todos os canais da RTP a investidores privados e fechar a RTP2, hipótese que fonte do gabinete de Miguel Relvas, ministro adjunto e dos Assuntos Parlamentares, considera como «o modelo que cumpre os objetivos do Governo».