A decisão final do governo sobre a remodelação da RTP está tomada e vem desmentir todas as notícias anteriores. Num cenário mais radical do que o inicialmente esperado, é anunciada a extinção da RTP2 – com a frequência da sua transmissão a ficar vazia – e a concessão, em forma de aluguer, durante 15 a 25 anos, de todos os outros canais televisivos e radiofónicos da estação pública.

A solução, anunciada em entrevista à TVI por António Borges, consultor do Governo para as privatizações, permitirá ao Estado português ficar com a posse do Grupo RTP, que no entanto terá a sua gestão concessionada a uma entidade privada – obrigada a cumprir um caderno de encargos que garanta a prestação do serviço público.

A Quatro informa que, além das receitas que advirão do mercado publicitário, o gestor privado arrecadará ainda a verba paga pelos cidadãos através da fatura de eletricidade que é referente à contribuição audiovisual, cerca de 140 milhões de euros. Esta indemnização compensatória será uma forma de ressarcir a empresa privada pelos gastos com o cumprimento do serviço público.

O consultor adiantou ainda que, embora seja um cenário “muito atraente“, por garantir ao privado “melhores condições” para gerir a estação, este ainda permanece em estudo. António Borges adiantou que não tem ainda conhecimento de eventuais interessados na RTP, mas admite que o futuro operador está livre para fazer despedimentos caso considere que o grupo “tem pessoas a mais“.

Relativamente à RTP2, dados os seus “elevados custos” e “reduzida audiência“, deverá mesmo encerrar. Situação similar à que é preconizada para a Antena 3, avança o jornal Público.

A empresa angolana Newshold, que detém o jornal SOL, criou recentemente uma empresa para aquisição da RTP.