Divulgar informação pessoal na internet parece não ser um problema para os portugueses, a par da Itália, Lituânia e Polónia, isto segundo um estudo europeu sobre a gestão de informação pessoal em redes sociais e serviços de comércio electrónico.

Foi também em Portugal, empatado com o Luxemburgo, que menos inquiridos disseram ser necessário ter vários nomes de utilizador e palavras-passe para os diferentes serviços que usam.

Divulgar informação pessoal faz “cada vez mais parte da vida moderna“. Este é o pensamento de oito em cada dez pessoas em Portugal, a par com a média da União Europeia. Os que mais se acautelam estão na Hungria, Malta e Roménia e os que mais concordam são os utilizadores da Suécia e Dinamarca, com a Grécia no topo da lista.

O receio dos utilizadores portugueses não está na partilha de informação, mas sim, que essa informação seja usada para fraudes.

Na generalidade dos países, incluindo Portugal acredita-se que a informação colocada em redes sociais é da responsabilidade das próprias pessoas, o que na prática se acaba por verificar, com apenas 8% a considerar que não tem qualquer controlo na informação que publica.

O desafio passa por garantir a salvaguarda dos dados pessoais e não ceder, sob qualquer condição, essa informação a entidades terceiras. Os dados são de um relatório técnico realizado em julho pela União Europeia.