Foi há 50 anos atrás, a 5 de agosto de 1962, que o mundo se despediu de Marilyn Monroe, uma das personalidades mais icónicas de sempre que Hollywood já conheceu. Apesar da morte trágica e  prematura, a atriz, que também foi cantora e modelo, deixou um legado que ainda hoje inspira as maiores estrelas do meio e a cultura popular.

Morreu com 36 anos e faz parte de um vasto leque de personalidades com uma morte controversa. A versão oficial culpa uma overdose por ingestão de medicamentos, mas outras polémicas e até mesmo teorias da conspiração têm surgido em volta do acontecimento.  Falamos de Norma Jean Baker Mortenson, conhecida em todo o mundo como Marilyn Monroe, que vincou a história da indústria cinematográfica dos Estados Unidos pelos papéis protagonizados e pela sua imagem e estética inconfundíveis.

Apesar do louro platinado ser a sua marca registada, Marilyn deu o primeiro passo para a fama ainda morena, quando fotografada por Davis Conover em 1945, para a revista Yank. A sua fotogenia e beleza depressa deslumbraram outras publicações e levaram a que num curto espaço de tempo se tornasse uma modelo de renome. Logo em 1946 assina o seu primeiro contrato com a Twentieth Century Fox, mas é na década de 50 que a sua carreira como atriz se consolida, com destaque para as comédias emblemáticas Niagara (1953), Os Homens Preferem as Loiras (1953), O Pecado Mora ao Lado (1955) e Quanto Mais Quente Melhor (1959), este último que lhe valeu um Globo de Ouro como Melhor Atriz em Comédia ou Musical.

Marilyn Monroe em O Pecado Mora ao Lado (1955)

httpv://www.youtube.com/watch?v=WQIvhotZSUw

I Wanna Be Loved By YouSome Like It Hot (1959)

Para a história fica também uma vida pessoal bastante conturbada, com os vários divórcios (dos seus 3 casamentos, primeiro com com James Dougherty;  depois com o jogador de basebol Joe DiMaggio e o dramaturgo Arthur Miller) e escândalos em que Marilyn se envolveu, incluindo casos mediatizados com Marlon Brando, Frank Sinatra ou mesmo com os irmãos Kennedy. De relembrar a versão mítica de Happy Bithday Mr. President que a “melhor amiga dos diamantes” dedica ao presidente John F. Kennedy, em 1962, num tom lânguido que caracterizava a aura desta diva.

Com o terceiro marido, Arthur Miller

Marilyn Monroe faleceu durante a noite de 5 de agosto de 1962 em Brentwood, Califórnia, depois da alegada overdose de medicamentos. Para trás deixou uma forte influência na cultura popular, que é ainda hoje visível. Basta pensarmos no recente sucesso do filme My Week With Mariliyn no qual Michelle Williams intrepreta a diva ou a série televisiva da NBC Smash, onde duas jovens lutam pelo papel da loira mais desejada de sempre num musical.

httpv://www.youtube.com/watch?v=U_tbnTM7zVE

Também o cartaz deste ano do Festival de Cannes incorporava uma imagem de Marilyn, relembrando-a, mais uma vez. Ela tornou-se, indubitavelmente, numa das imagens mais conhecidas e iconográficas em todo o mundo – contagiando áreas muito para além do cinema. Mesmo que não se saiba ao pormenor a sua história e carreira, é difícil encontrar quem não reconheça e lhe identifique os seus traços mais característicos.

Marilyn Monroe” por Andy Warhol