Vertigo – A Mulher Que Viveu Duas Vezes, do realizador britânico Alfred Hitchcock, foi eleito o melhor filme de sempre pela revista Sigh and Sound – uma publicação do British Film Institute. O filme de 1958 ultrapassou, assim, o veterano Citizen Kane – O Mundo a Seus Pés, de Orson Wells, que estava no top há 50 anos.

A Sigh and Sound convida, de dez em dez anos, especialistas da área do Cinema, entre eles distribuidores, críticos e académicos, para elegerem os melhores filmes da história da sétima arte. Os resultados deste ano foram publicados na passada quarta-feira, os quais revelaram a vitória do filme de Hitchcock sobre Wells, por 34 votos.

O editor da revista, Nick James, revelou ao The Guardian ter ficado surpreendido com a eleição de Vertigo: “Fiquei surpreendido. Lembro-me de desejar que o Citizen Kane – O Mundo a seus Pés fosse excluído e isso nunca aconteceu, portanto, desta vez fui surpreendido”. James afirmou também que esta escolha revela uma mudança na cultura dos críticos de Cinema: “As pessoas estão a interessar-se mais por filmes pessoais, por aqueles que criam reacções nas suas próprias vidas e o Vertigo é esse tipo de filme, especialmente se for visto mais do que uma vez. É um filme que cresce e cresce em ti”, considerando Vertigo uma obra mais contemporânea que Citizen Kane.

Protagonizado por James Stewart e Kim Novak, Vertigo conta a história de John Ferguson que é contratado por um velho amigo para seguir a sua mulher Madeline. Contudo, rapidamente este ex-polícia acaba por desenvolver uma paixão obsessiva pela mulher.

O filme recebeu duas nomeações para os Óscares de 1959 e em 2007 ficou em 9º lugar no ranking da lista AFI’s 100 years…100 movies do American Film Institute.

Aqui fica a lista dos 10 melhores filmes de sempre, seleccionados pela Sigh and Sound:

1. Vertigo – A Mulher que Viveu Duas Vezes (Hitchcock, 1958)

2. Citizen Kane – O Mundo a seus Pés (Welles, 1941)

3. Viagem a Tóquio (Ozu, 1953)

4. A Regra do Jogo (Renoir, 1939)

5. Aurora (Murnau, 1927)

6. 2001- Odisseia no Espaço (Kubrick, 1968)

7. A Desaparecida (Ford, 1956)

8. O Homem da Câmara de Filmar (Dziga Vertov, 1929)

9. A Paixão de Joana d’Arc (Dreyer, 1927)

10. (Fellini, 1963)