Chris Marker morreu ontem, aos 91 anos de idade, anunciou Gilles Jacob, presidente do Festival de Cannes no Twitter. Chris foi cineasta, fotógrafo, poeta e escritor.  

Começou a filmar na década de 1950 com Olympia 52, um documentário sobre os Jogos Olímpicos de Inverno de Oslo de 1952, logo após a Segunda Guerra Mundial, durante a qual o realizador combateu ao lado da resistência

Tornou-se num dos nomes mais importantes do cinema mundial, sendo hoje considerado uma figura fundamental para o desenvolvimento da linguagem documental, partilhando a sua visão do mundo através das suas viagens, como refere o L’Express. Ao longo da sua carreira trabalhou com nomes como Jean-Luc Godard, Agnès Varda, Joris Ivens, Costa-Gavras, Yves Montand e Alain Resnais.

Na literatura, Chris Marker iniciou-se aos 26 anos. Começou por escrever artigos, comentários e poemas para a revista francesa Esprit. E em 1949 publicou o seu primeiro e único romance Le Coeur net.

“Espírito curioso, cineasta incansável, poeta apaixonado por gatos, videasta, personagem secreta, imenso talento, ficámos órfãos de Chris Marker”, foi assim que Jacob lembrou o realizador no Twitter.