A proposta apresentada por Luís Montez, a produtora Ritmos & Blues e a equipa de management do Pavilhão Atlântico venceu a corrida pelo maior equipamento de espectáculos da cidade de Lisboa. O consórcio, apoiado pelo BESI e com patrocínios da PT e Super Bock, conseguiu bater toda a concorrência.

Entre os restantes proponentes, constavam um consórcio entre a Everything is New, Cunha Vaz e CIP e ainda a multinacional AEG.

Nuno Brancaamp, da R&B, garantiu à agência Lusa que a proposta vencedora é «uma garantia de continuidade». «Juntaram-se dois dos maiores promotores portugueses de espetáculos e ficam quatro pessoas-chave que já estavam na gestão do Pavilhão Atlântico. Sem falarmos em números, isso terá sido o mais aliciante (para o Governo). É uma garantia de continuidade», explicou. Nuno Brancaamp assegurou ainda que serão mantidos os postos de trabalho – cerca de 30 – dos funcionários da estrutura.

A proposta vencedora foi ainda aquela que melhor encaixe financeiro garantiu, permitindo ao Estado arrecadar 21,2 milhões de euros. As segunda e terceira classificadas apostavam em 18,5 e 16,5 milhões de euros. Até aqui, o Pavilhão Atlântico e a empresa concessionária Atlântico – Pavilhão Multiusos SA eram detidos pela Parque Expo, cujo capital pertence, em 99,4%, a capitais públicos.