No De 0 a 20 desta semana, destacamos Dancin’ Days, Não Há Bela Sem João e Liberdade 21 . No Melhor e Pior da semana, os resultados dos programas da tarde de domingo na RTP 1  e da TVI são o assunto em questão.

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Dancin’ Days (SIC) | 18/20

Estreou no início de junho na SIC, numa altura em que Louco Amor conquistava definitivamente os espetadores. Por isso mesmo, Dancin’ Days foi anunciada por muitos, desde início, como uma novela flop, tal como acontecera nos primeiros episódios de Laços de Sangue e Rosa Fogo. Contudo, a co-produção SIC/Globo surpreendeu tudo e todos. Estreou a liderar e conseguiu manter sensivelmente os resultados ao longo das emissões. Tem vindo a liderar em alguns dias, e quando isso não acontece não fica muito longe da concorrência.

A história merece os resultados. A história de Júlia (Joana Santos), Raquel (Soraia Chaves) e Mariana (Joana Ribeiro), três mulheres cujos destinos estarão para sempre cruzados. As duas primeiras são irmãs e a terceira é filha de Júlia, apesar de ter sido criada pela tia Raquel, pois a mãe esteve 16 anos presa. A partir daqui, a história de Dancin’ Days desenrola-se de uma forma simples e ao mesmo tempo cativante. Com um elenco bastante bom, apenas com algumas personagens menos bem conseguidas (exemplo da personagem de Alexandre Sousa que assume grande importância na história e perde-se pela forma como o ator a interpreta), uma realização bem conseguida e um guião que consegue prender os espetadores do início ao fim do episódio.

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Não Há Bela Sem João (TVI) | 13/20

A TVI decidiu apostar nas tardes de sábado, criando um programa em estúdio, com convidados, humor e jogos, tanto para os concorrentes presentes como para quem assiste em casa. Até aqui, tudo bem. Depois de várias anos em que as tardes de fim-de-semana eram ocupadas com repetições de programas ou filmes, finalmente um programa diferente daquilo que se tem feito nas tardes de domingo (maratonas de música popular em Somos Portugal). Mas o problema surge quando olhamos para a dupla de apresentadores.

Que João Paulo Rodrigues é um talentoso ator e cantor, já ninguém duvida. Se dúvidas houvessem, o rapaz conseguiu desfazê-las em A Tua Cara Não Me É Estranha. Agora, com tantas caras disponíveis no canal, entre elas Leonor Poeiras e Iva Domingues, era mesmo necessário ser Marisa Cruz a escolhida? A apresentadora que pouca experiência tem em programas do género tem mostrado ao longo das emissões que se sente pouco à vontade e que não está suficientemente preparada para apresentar o formato. Não alinha suficientemente nas brincadeiras de João e os erros são constantes na sua apresentação. Melhorou um bocado desde o início, é verdade. Mas mesmo assim está muito longe de conseguir estar ‘bem’. E o programa salva-se exatamente pelo apresentador que, com o seu poder de improviso, consegue levar a bom porto o formato.

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Liberdade 21 (RTP1) | 16/20

Chega ao fim esta quinta-feira a série portuguesa Liberdade 21, estreada em 2008. Ao longo de aproximadamente 4 anos, a estação exibiu esta produção que conta o dia-a-dia da Vasconcelos, Brito e Associados, uma importante sociedade de advogados de Lisboa que não olha a meios para defender os seus clientes. Esta produção da SP Televisão que contou no elenco com António Capelo, Ana Nave, Ivo Canelas ou Rita Lello, por exemplo, revelou-se desde sempre um verdadeiro flop de audiências.

A 18 de Outubro de 2008, um sábado, a série atingiu um dos melhores resultados se sempre,  6.3% de audiência média e 17.4% de share. Ainda assim, resultado baixo para uma produção portuguesa. Depois disso, Liberdade 21 manteve-se no ar ao sábado, mas pouco depois foi retirada do ar. Passou por outros horários ao longo destes quatro anos. Segunda e quinta-feira em horário nobre, diariamente no início das madrugadas, e têm vindo, desde o início deste ano, a ser exibidos os 20 últimos episódios. Sempre com shares inferiores a 10%, nunca conquistando o público. Nunca se saberá o porquê desta rejeição. Será realmente a trama que não agrada aos portugueses ou a RTP nunca apostou a série neste formato? A verdade é que Liberdade 21 merecia muito mais, pois trata-se de uma das melhores séries portuguesas de sempre. Boa realização (melhorou ao longo do tempo, perdendo a ‘mania’ da câmara sempre a mexer-se), histórias bem pensadas e escritas, atores bastante bons com personagens fortes e que evoluíram de uma forma notável ao longo do tempo. Termina assim ‘mais uma’ série da RTP que poderia ter sido ‘uma das’ séries da RTP.

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