Após ausência nas galas anteriores, o Espalha-Factos volta em força à 7.ª Gala do Ídolos.
Restando apenas cinco concorrentes, a duas galas da grande final, o Espalha-Factos foi assistir, no domingo passado, a mais uma noite da 5ª. Edição do Ídolos em Portugal. A gala foi marcada por um primeiro grupo de interpretações escolhido pelos ouvintes da RFM, principal media partner desta quinta edição de Ídolos, seguida de uma interpretação de Ana Baptista, dos Ídolos Kids, e, finalmente, um segundo grupo de interpretações escolhido pelo júri.

A 7.ª Gala teve início com a participação dos cinco candidatos a interpretar a música Forever Young, dos Alphaville, vestidos a rigor seguindo a moda dos anos 80. Neste domingo, Cláudia Vieira, vestida por BCBG (vestido) e por Caramelo (sapatos), e Bárbara Guimarães, vestida por Tara Jarmon (vestido), por YSL (sapatos) e Chaumet (joias), vieram a combinar em tons de dourado. Foram estes tons que trouxeram mais tarde uma das magníficas piadas de João Manzarra: “A Cláudia e a Bárbara são as douradinhas, e eu sou o Capitão Manzarra”, mostrando novamente o seu ilustre humor nos Ídolos.

Inicialmente, os restantes concorrentes: Mariana Domingues, André Cruz, Teresa Queirós, Diogo Piçarra e João Santos, cantaram as músicas escolhidas pelos ouvintes da RFM, recebendo apenas as suas críticas somente após cada um interpretar o segundo tema escolhido pelo júri.

As opiniões entre os membros do júri foram diversas após este inventário musical escolhido pelos ouvintes da RFM, Manuel Moura dos Santos referiu-o como “música que não de jeito”, Bárbara Guimarães numa tentativa de suavizar a opinião de Manuel Moura dos Santos disse que agradecia o apoio da RFM seguindo a sua afirmação de um abraço de reconforto a Manuel Moura dos Santos como quem diz “Não sejas assim!”, Tony Carreira referiu não ser fã de Katy Perry (interpretada por Teresa Queirós) e mostrou-se desiludido com a RFM “não passam a minha música” que gerou gargalhada geral do público, por último, Pedro Abrunhosa referiu apenas que os concorrentes tinham sido obrigados a cantar as músicas e que, este primeiro inventário tinha sido um desafio.

Seguiu-se um breve intervalo no qual tanto o júri como os apresentadores aproveitaram para interagir com o público presente, após o término desta pausa, Ana Baptista de 13 anos, vinda de Alvor, dos Ídolos Kids, interpretou Um Contra o Outro de Deolinda.

Na segunda parte do programa, teve início o leque de temas escolhidos pelo júri.

Teresa Queirós foi a primeira concorrente a ter lugar no palco com o tema Os Índios da Meia Praia de Zeca Afonso, criticada por ter interpretado bem o primeiro tema da RFM apesar de lhe faltar o sofrimento que o tema requeria, quanto ao segundo tema foi criticada por não ter entrado bem no ritmo e assim ter continuado, para além disso, segundo Pedro Abrunhosa, deveria ter-se mantido mais fiel à simplicidade dos temas de Zeca Afonso.

Ídolos 7ª. Gala - Teresa Queirós Seguiu-se-lhe André Cruz, com o tema Voar de Tim e Rui Veloso. Quanto ao tema da RFM foi aplaudido no geral, quanto ao segundo foi criticado por “não ter voado o suficiente”, ao qual, ripostou com a afirmação de “ter medo de mudar o tema de Rui Veloso por ser um ícone”.

Mariana Domingues interpretou Eu Sei Que Vou Te Amar de Tom Jobim e Vinicius Morais, foi arduamente criticada por Tony Carreira por ter cantado o tema com sotaque brasileiro, mas fortemente aplaudida por Manuel Moura dos Santos, que referiu ter ficado apaixonado ao ouvi-la cantar.

João Santos, mais conhecido por João Seilá, no primeiro tema interpretado teve uma posição unânime por parte do júri, que apontou que o registo não seria exatamente o seu, mas que na generalidade tinha corrido bem, a sua segunda canção foi alvo de críticas “no primeiro tema ousaste demais e no segundo tema ousaste de menos” disse Pedro Abrunhosa. Manuel Moura dos Santos referiu também a sua falta de interpretação visto não ter atingido a “saudade” que Tim tenta passar com a música.

Diogo Piçarra, o último concorrente, interpretou Ana Lee dos GNR. Em relação à primeira interpretação, caiu nas boas graças do júri. A interpretação do segundo tema, Bárbara Guimarães achou-a “extraordinária”, comentário contrariado por Manuel Moura dos Santos com “fazes a mesma leitura de todos os temas”, ao qual Diogo Piçarra respondeu “tento ser fiel a mim próprio”, comentário que gerou grande agitação entre os fãs.

Finalmente, o programa encaminhava-se para o seu final, antecedido pela interpretação de Sorte Grande por João Só e Lúcia Moniz. Todos os concorrentes pretendiam continuar, mas o melhor exemplo era Diogo Piçarra, que nunca esteve na linha de fogo, queria que a sua responsabilidade aumentasse mas ao mesmo tempo gostava de se manter no programa.

Momentos antes de ser sabido quem seria excluído, foi pedido aos membros do júri que referissem quem entre os concorrentes achavam que tinha estado melhor ou pior na gala, mas de entre o júri, o comentário que sobressaiu foi o de Pedro Abrunhosa “foi o Tony, que é um nome descontinuado”, tentando levantar o ânimo geral com uma gargalhada para o facto “das suas músicas não passarem na RFM.”

Chamados à linha de fogo da gala: Teresa Queirós e André Cruz. Um momento intenso para Teresa Queirós, que fora a primeira de entre os cinco concorrentes a ir para a linha de fogo, e que acabou por ser a menos votada, uma expulsão voltada para lágrimas e abraços partilhados entre concorrentes passados, que também estavam presentes como “público”, e os concorrentes ainda em jogo. Teresa Queirós despediu-se desta 5.ª Edição dos Ídolos, “Foi incrível ter chegado aqui!”, agradecendo a quem havia votado nela e referindo que nunca tinha esperado chegar tão longe no programa.