Gabriel Garcia Marquez, um dos mais celebrados escritores latino-americanos do mundo, foi diagnosticado com demência e não voltará a escrever. Quem o anunciou foi o seu irmão, Jaime Garcia Marquez, numa conferência em Cartagena, Espanha.Apesar de ainda se manter fisicamente estável, o escritor colombiano começou a sofrer perdas de memória ao longo dos últimos anos. A razão, contou Jaime, prende-se com o processo de quimioterapia utilizado para combater um linfoma que o assolou em 1999. Este tratamento curou o escritor da doença, mas também o fragilizou perante a  sua predisposição genética para a demência, visto já haver vários casos na família.

Jaime pediu também contenção para os rumores que circulam em volta da saúde de Gabriel, considerando-os “por vezes verdadeiros mas acompanhados de detalhes mórbidos”, chegando até a confessar ao El Mundo que os meios noticiosos “às vezes parece que preferiam que ele estivesse morto, como se a morte fosse uma grande notícia”. Mas Jaime referiu ainda que, apesar do seu debilitado estado mental, Gabriel ainda “conserva o humor, a alegria e o entusiasmo”.

Recorde-se que Gabriel García Márquez tem um legado cultural impressionante, com clássicos do realismo mágico como Cem Anos de Solidão e O Amor nos Tempos de Cólera, tendo recebido um prémio Nobel em 1982 pelos seus préstimos à literatura. A mais recente obra do escritor (e provavelmente a última também) foi publicada em 2010, de nome Yo No Vengo a Decir Un Discurso.