No De 0 a 20 desta semana, destacamos as reposições de Tempo de Viver  e Podia Acabar o Mundo, na  SIC e TVI.  Falamos ainda dos programas de domingo à noite, A Tua Cara Não Me É Estranha, da TVI, e Ídolos 5, da SIC. No Melhor e Pior da semana, Decisão Final e Rosa Fogo são os programas em destaque.

Tempo de Viver (TVI) | 16/20

Estreou na semana passada mais uma novela portuguesa em reposição à hora de almoço. Falamos de Tempo de Viver, a produção de 2006 escrita por Rui Vilhena. A história foi um sucesso de audiências quando foi inicialmente exibida e agora parece que voltará a resultar, apesar de não ter passado uma única promo antes da estreia. Esta novela tem um dos elencos mais caros de sempre, composto por nomes como Margarida Vila-Nova, Alexandra Lencastre, Ruy de Carvalho, Dalila Carmo, José Wallenstein, Marco D’Almeida ou Maria João Bastos , por exemplo.

A qualidade superior de Tempo de Viver em relação à concorrência é inquestionável e, por isso, é natural que agora vá ganhando terreno nas tardes da televisão portuguesa. Mas numa altura em que as novidades tardam a chegar e que as televisões querem ser líderes, não haveria melhor para colocar no horário? Com mais de dez anos de ficção nacional a TVI tem muito por onde escolher e novelas de sucesso é o que não faltará ao canal.

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Podia Acabar o Mundo (SIC) | 8/20

Já a SIC não poderá dizer o mesmo, pois o seu leque de novelas é reduzido e muitas delas foram um fracasso de audiências. Repor uma novela de sucesso que tem 8 anos, não é o mesmo que repetir um flop com pouco mais de um ano.  Neste canal, à hora de almoço, podemos ver Podia Acabar o Mundo, novela escrita por Manuel Arouca e que tem como protagonistas Diogo Morgado, Joana Seixas e Cláudia Vieira. A novela durante a sua exibição original foi um verdadeiro fracasso de audiências (5.5% de audiência média e 20.5% de share).

E agora os resultados continuam bastante baixos, sempre abaixo dos 20% de share. Mais uma vez, uma aposta falhada da SIC. Tem uma história fraca, uma produção que deixa algo a desejar, um trio de protagonistas fraco (a nível de história, claro) e um dos piores elencos de novelas portuguesas, onde poucos nomes se destacam. Por isso mesmo, é compreensível que o público prefira rever as tiradas épicas de Maria Laurinda, Bárbara e Lídia da trama de Rui Vilhena, do que seguir a história de amor de Vitória, Vera e Rodrigo. No primeiro caso, as pessoas recordam-se das personagens marcantes, mas no segundo nem sequer se lembram dos protagonistas.  A SIC perdeu a liderança que vinha a obter há algum tempo, trocando novelas brasileiras por portuguesas. A crise chegou à estação de Carnaxide, que se viu obrigada a deixar as novelas de Globo para outros horários e poupar alguma coisa ao início da tarde. Mas terá valido a pena?

A Tua Cara Não Me É Estranha – Especial (TVI) | 8/20

A TVI decidiu apostar numa série de especiais de A Tua Cara Não Me É Estranha que estarão no ar até ao final de julho. Depois de vinte e uma semanas consecutivas de galas, em duas edições com famosos, seguem mais 6 galas extra. Primeiro a grande final que junta os melhores duas temporadas e agora uma variante do programa com duetos entre ex-concorrentes e outros convidados especiais. O mais estranho é que o programa continua a ser líder incontestável de audiências, mesmo com seis meses de exibição.

E como «em equipa que ganha não se mexe», a TVI lá vai apostando no programa até não dar mais. Falta de imaginação ou imaginação a mais? O que virá a seguir? Espera-se que depois disto o programa vá de férias, por tempo indeterminado, e que se volte, na melhor das hipóteses, em setembro de 2013…

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Ídolos 5 – Gala (SIC) | 15/20

Enquanto a TVI continua apostar nas imitações com famosos, a SIC tem registado, nas noites de domingo, resultados muito aquém do esperado! A quinta edição do Ídolos, que estreou com o melhor resultado de sempre, prometia muito, mas rapidamente dececionou. As galas têm sido apontadas como as piores até hoje. Falta-lhes tudo! Falta ritmo ao programa, falta talento aos apresentadores e falta carisma aos concorrentes. Contudo, algumas destas críticas não são as mais corretas.

Em relação ao ritmo das galas, têm-se visto melhorias nas últimas semanas e os momentos mortos têm sido evitados ao máximo. Mas a inexperiência de Cláudia Vieira, que continua agarrada ao teleponto, é mais do que notória. Enquanto isso, vemos um João Manzarra que tenta ser engraçado (normalmente consegue) e uma série de concorrentes que dá o tudo por tudo para brilhar. Mas há um outro aspeto estranho nesta edição: os resultados das votações. Já várias foram as vezes que os menos votados são aqueles que o júri mais gosta! Afinal, em que é que se baseia o público? Será que a audiência fraca desta edição é a responsável pela inconstância de resultados?

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