A Cinemateca Portuguesa abre as portas, no mês de julho, a dois novos ciclos que prometem fazer as delícias dos espectadores e aficionados: um ciclo focado no cinema dos anos 70 e outro nas produções portuguesas estreadas em 2011. A partir de dia 2, a Rua Barata Salgueiro recebe mais um mês recheado de grandes filmes, que a rubrica Bobines da Cinemateca pretende aqui destacar da sua programação.

Anos 70, esses desconhecidos, é o nome do ciclo que viaja por filmes pouco lembrados da década de 70, com mais de 29 obras para projetar. De Polanski a De Palma, Cronenberg ou Mazursky, o ciclo atravessa filmes e realizadores cujo sucesso se esfumou ou aos quais nunca chegou, destacando-se títulos como Os Parasitas da Morte, What?, Harry e Tonto, Os Quatro da Vida Airada, entre outros.

Prossegue na Cinemateca o ciclo O Cinema de António Macedo, que em julho apresenta a maioria das suas sessões. Trata-se de uma retrospetiva da sua obra, pelo seu olhar experimental e polémico, entre curtas e longas-metragens exibidas. Será também lançado, com este ciclo, um catálogo centrado sobre a sua obra cinematográfica, com uma grande entrevista ao realizador. Entre os filmes apresentados ao longo do mês, destaque para Fátima Story, As Horas de Maria, A Maldição de Marialva e Chá Forte com Limão.

Um Ano de Cinema Português será também apresentado este mês, focando-se no ano de 2011 e em 21 sessões. O ciclo é uma colaboração com a recentemente criada Academia Portuguesa de Cinema, dado que os filmes exibidos fazem parte da lista de pré-nomeados para a primeira edição dos prémios Sophia 2012. A Morte de Carlos Gardel, O Barão, Cisne, Sangue do Meu Sangue, O Estranho Caso de Angélica, Com Que Voz, 48, A Espada e a Rosa e O Tempo Passa são alguns dos filmes a passar na Sala Luís de Pina, grande parte com a presença dos realizadores.

O Centro Nacional de Cultura e a Cinemateca apresentam também, na sua segunda edição em Lisboa, o Disquiet – Programa Literário Internacional, que decorre entre os dias 1 e 13 de julho. A Cinemateca exibe, neste contexto, o documentário A Arte de Amália, de Bruno de Almeida, no dia 6 de julho. Da mesma forma, uma associação à Escola Superior de Teatro e Cinema, no dia 23, a Cinemateca será palco da exibição dos filmes de final de curso, interpretados e realizados pelos alunos. As quatro curtas-metragens são Dois Irmãos, Feedback, Soullemane e Porto de Abrigo.

Já habituais são os ciclos Matinés da Cinemateca e O Primeiro Século do Cinema voltam a trazer à tela alguns filmes clássicos. No primeiro, destacam-se filmes como Melinda e Melinda, de Woody Allen, na sua primeira exibição na Cinemateca; Da Vida das Marionetas, Piratas, Chá e Simpatia, A Barreira Invisível, Hiroshima Meu Amor e Contacto. Sangue e Prata, Performance, Depois da Meia-Noite e A Viúva Alegre são alguns dos destaques do segundo ciclo, ficado nas primeiras décadas de existência do cinema, em realizadores como Raoul Walsh, John Stahl, Ernst Lubitsch, Boris Barnet, Robert Bresson ou Chris Marker.

No Abrir os Cofres deste mês estão programados dois filmes, que serão exibidos e comentados pela investigadora Raquel Prata: Quaresma, de José Álvaro Morais, e Ana, de António Reis e Margarida Cordeiro. Serão apresentados no âmbito da fotografia de Acácio de Almeida. Já no ciclo Não o Levarás Contigo – Economia e Cinema, Rita Campos e Cunha escolheu, para julho, o filme O Leopardo, de Luchino Visconti, datado de 1963. Passa no dia 12 na Sala Dr. Félix Ribeiro.

De referir ainda a exposição Pathé – O Primeiro Império do Cinema, na Cinemateca Portuguesa, até setembro de 2012, e a Cinemateca Júnior, que este mês chega ao fim da primeira temporada de atividads públicas, regressando apenas em setembro. A única sessão de julho decorre no dia 7, às 15 horas, no Salão Foz, com a projeção de A Última Sessão, de Peter Bogdanovich, particularmente para o público juvenil.

A programação completa da Cinemateca para o mês de julho pode ser consultada aqui.