A auditoria da empresa Pricewaterhouse à GfK, nova medidora de audiências desde março, não poupa críticas à forma como o trabalho tem sido feito.

O relatório preliminar da consultora, hoje revelado pelo Diário de Notícias, enumera vários erros da GfK, apontando falhas técnicas e maus procedimentos para apuramento dos resultados. Indica, a Pricewaterhouse, a presença de espectadores não portugueses no painel, a segmentação social diferente da inicialmente contratada e fora das regras estabelecidas pelos estudos de mercado ou ainda longos períodos de emissão sem qualquer espectador.

A RTP revelou hoje, em reportagem transmitida no Telejornal, que 29% do painel foi contratado fora do estudo de base, um valor que põe em causa a representatividade do universo.  Outros dos problemas verificados foram a audiência de canais Cabo em canais sem televisão paga ou ainda a transferência total de telespectadores de um dado programa para funcionalidades como jogos de vídeo, que em alguns lares representam a totalidade do consumo televisivo.

Até agora, a GfK não reagiu aos resultados revelados pela imprensa.

A presente auditoria foi encomendada pela Comissão de Análise de Estudos de Meios (CAEM) depois da polémica em torno dos primeiros resultados, quando a GfK substituiu a Marktest na medição.