Este mês, na Cinemateca Portuguesa, continuamos “nas nuvens” com os musicais de Stanley Donen e temos ainda dois ciclos  sobre o cineasta John Ford. O Espalha-Factos dá-te a conhecer os principais destaques de programação do mês de junho na rubrica Bobines da Cinemateca.

Junho prossegue então com o ciclo Nas Nuvens com Stanley Donen, com 18 filmes em exibição. Destacam-se os já exibidos em maio Charada e Caminho para Dois, bem como Arabesco, Romance no Rio, O Melhor é Casar e Staircase. A retrospetiva sobre o cineasta norte-americano fecha com Negócio de Pijamas, protagonizado por Doris Day. Quanto a John Ford, é homenageado este mês pela Cinemateca no ciclo Ford, John Ford, composto por 13 filmes. Entre eles, A Grande Esperança, O Vale era Verde, Forte Apache e Sete Mulheres. O western marca presença na Rua Barata Salgueiro este mês.

O cineasta Hartmut Bitomsky é outro dos homenageados do mês na Cinemateca, participando inclusive no comentário a alguns dos seus filmes. A obra de Bitomsky, marcada por uma atitude crítica e uma reutilização de imagens preexistentes, está em cena através de produções como B-52, O Cinema e a Morte, Caravana de Palavras, Playback e . O Cinema de António Macedo é outro ciclo de junho, com a presença do próprio em algumas das sessões. Domingo à Tarde, a sua primeira longa-metragem, será exibido nos dias 25 e 28. O Cinema Novo de Macedo prossegue com O Princípio da Sabedoria, Nojo aos Cães e A Promessa, entre outros a exibir.

Depois de um ciclo em 1992, a Cinemateca dedica A Memória Inesquecível de Serge Daney ao “cine-filho”, no dia em que passam 20 anos da sua morte, 12 de junho. Serge Daney – Itinéraire d’Un Ciné-Fils é exibido sem legendas. Em colaboração com o Congresso anual da NECS – European Network for Cinema and Media Studies, a Cinemateca exibe igualmente o mais recente filme de Susana Sousa Dias, 48, um documentário sobre presos políticos na ditadura, no dia 20 de junho.

As duas principais rubricas mensais da Cinemateca trazem também bons filmes este mês. As Matinés da Cinemateca de junho oferecem uma programação diversificada, com filmes entre os anos 1932 e 1997, destacando-se os realizadores Federico Fellini, Werner Herzog, Woody Allen, Ingmar Bergman e Billy Wilder. Exibem-se Nosferatu, O Fantasma da Noite, O Feitiço da Lua, O Rio Sagrado, O Expresso de Xangai, Quanto Mais Quente Melhor e Em Busca da Esmeralda Perdida, entre outros, num total de 19 filmes.

O Primeiro Século do Cinema retrata os anos 1895-1995, com Fritz Lang, Alfred Hitchcock, Jean Renoir e Luis Buñuel em grande destaque. Destaque ainda para duas “raridades” dos anos sessenta e setenta, uma da Checoslováquia, outra do Brasil, e para Poltergeist e um filme de Terence Young, autor de alguns dos mais célebres James Bond. John Ford marca também presença neste ciclo habitual da Cinemateca, o maior de junho, com 23 filmes em exibição.

O ciclo Não o Levarás Contigo – Economia e Cinema exibe, este mês, o clássico Cinema Paradiso, o Nuovo, uma sessão apresentada por Frei Fernando Ventura, na noite de dia 5 de junho. Por outro lado, a seleção portuguesa Abrir os Cofres oferecem este mês, duas propostas das décadas de 40 e 50: Chaimite e Pátio das Cantigas. As sessões serão apresentadas por Manuel Deniz Silva. N’O Que Quero Ver de junho, os espectadores da Cinemateca escolheram O Testamento do Dr. Mabuse, de Fritz Lang, e Ao Sol de Satanás, de Maurice Pialat.

Destaque ainda para a rubrica Histórias do Cinema: Bitomsky/Ford, que traz o cineasta americano às mãos do alemão. As Vinhas da Ira, Homens para Queimar, A Águia Voa ao Sol, A Desaparecida e O Homem Tranquilo serão os filmes contemplados, sendo que as intervenções de Bitomsky serão traduzidas simultaneamente de inglês para português. A Cinemateca recebe ainda, no mês de junho, a exposição Pathé, O Primeiro Império do Cinema.

A programação completa de junho na Cinemateca pode ser consultada aqui.