Muitas emoções na primeira gala dos Ídolos em direto dos Estúdios da Valentim de Carvalho para a SIC. Depois de ultrapassarem várias etapas para finalmente pisar o grande palco da televisão, os 14 magníficos surpreenderam o júri e o público.

Com os nervos ao rubro, os finalistas mostraram a sua garra, neste que poderia ser o seu último momento na edição dos Ídolos 2012. A pressão era tremenda, visto que só 10 concorrentes estavam destinados a continuar o percurso para a grande vitória.

Aos pares os finalistas cantaram e encantaram. Para abrir em beleza a emissão, Débora Teixeira e André Abrantes foram os primeiros a provar o que valem. Ela interpretou a diva Tina Turner com Proud Mary e colheu elogios por parte do júri, já André lançou o seu charme com Haven’t met you yet de Michael Bublé, mas dividiu as opiniões.

De seguida João Santos cantou em português o tema Frágil de Jorge Palma e convenceu Manuel Moura dos Santos com a sua interessante e original performance, ao contrário de Pedro Abrunhosa, que insiste em apelidá-lo de autor musical em vez de cantor. Ao seu lado Mariana Domingues foi chamada o paradigma da cantora por Pedro Abrunhosa, após ter interpretado Turning Tables da Adele, contudo Moura dos Santos achou o seu canto “limpo” semelhante demais à artista original.

Diogo Piçarra e Catarina Almada pisaram o palco, cada um com uma música muito distinta. Diogo trouxe os seus ídolos Coldplay com uma interpretação única de Fix You e recebeu elogios do júri, porém Tony Carreira esperava mais do seu falseto e nuances características da sua voz. Catarina, a voz poderosa que encantou os castings com músicas de grande swing e determinação, não conseguiu alcançar o mesmo efeito em palco com Freedom de George Michael. A orquestra abafou a sua grande voz, que poderia estar mais presente e arrojada.

O arrojo não faltou para Teresa Queirós, que veio para vencer com Valérie de Amy Winehouse. A grande performance encheu o palco de alegria, que juntamente com os passos de dança conquistou o júri. Solange Muxanga cantou o clássico de Nina Simone, Feeling Good, a sua técnica foi perfeita, contudo o júri esperava que a finalista arriscasse e tivesse mais confiança em palco.

A pequena mas talentosa Margarida Carriço escolheu um tema rock dos The Cure, Just Like Heaven. A menina alentejana convenceu Pedro Abrunhosa e Bárbara Guimarães com a sua genuína interacção com o público, contudo o excesso de confiança continuou a ser a crítica de Manuel. Já o finalista Paulo, considerado o performer, levou R. Kelly ao palco com o intemporal I believe I can fly, terminando com os braços abertos. Em termos técnicos deixou muito a desejar, mas a música ecoou nos ouvidos do público.

De seguida chegou a vez de Mónica e Pablo. Mónica com a sua voz quente interpretou Alicia Keys com um tema bem conhecido If I ain’t got you. A sua interpretação dividiu novamente as opiniões do júri, Tony e Pedro apreciaram o seu calor em palco, já Manuel não achou a sua prestação brilhante e até a considerou fria. Por sua vez, Pablo não esteve no seu melhor dia com a música Easy de Leonel Richie.

Na reta final, os dois últimos candidatos ruivos, Inês Herédia e André Cruz, brilharam no encerramento do espetáculo. Inês com Florence and The Machine, Shake it out, abanou o público com a sua força e André fez uma «interpretação imaculada» dos Oasis, segundo Pedro Abrunhosa.

Nesta edição os 5 mais votados pelo público foram a Mariana Domingues, Diogo Piçarra, João Santos, Margarida Carriço e André Cruz. A eles juntaram-se os cinco finalistas escolhidos pelo exigente júri, nomeadamente André Abrantes, Teresa Queirós, Inês Herédia e Mónica Mendes. No processo de escolha quatro concorrentes foram eliminados nesta gala.

Paulo Marques, Solange Muxanga, Pablo Oliveira e Débora Teixeira, após o desempate à capela com Catarina Almada, não continuaram o percurso para conquistar o título de ídolo de Portugal.

O convidado especial desta semana foi Mickael Carreira que pisou o palco dos Ídolos com o tema Dança Comigo.

Os Ídolos regressam no próximo domingo à noite à antena da SIC.

 Fotografias: Lionel Balteiro/ FremantleMedia