Cosmopolis, um dos filmes mais esperados do ano teve estreia mundial ontem no Festival de Cannes. Por cá, tem antestreia marcada para segunda-feira, 28 de maio, no Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães, inserido na Capital Europeia da Cultura. No dia seguinte, 29, o Cinema Medeia Monumental e o Centro Cultural de Belém, em Lisboa, recebem o filme com quatro visitas muito especiais: o realizador David Cronenberg, os dois atores Robert Pattinson e Paul Giamatti, e o autor do livro que deu origem ao filme, Don DeLillo.

Cosmopolis foi escolhido para as capas das revistas Les Inrockuptibles, Télérama e Premiere e já recebeu rasgados elogios. A Télérama, que considerou o filme como “o acontecimento de Cannes”, classifica o filme como um “conto visionário e alucinante”. Já o crítico Serge Kaganski, da revista Les Inrockuptibles, elogia sem reservas a interpretação de Robert Pattinson, que “encarna na perfeição esta mistura de juventude e crueldade, de sex-appeal e de deliquescência, de desejo e de morte”. Uma opinião partilhada na crítica da revista Premiere, para quem o ator revela uma “profundidade ainda mais fascinante”.

Também o Le Figaro elogia o trabalho do astro: “Ora frio, calculista e charmoso, ora tenso e desesperado, ele encarna o papel de forma magistral”.

O Le Nouvel Observateur considera Cosmopolis um filme “desconcertante, surpreendente e emocionante.” Nas páginas da prestigiada Cahiers Du Cinema pode ler-se que “ao adaptar Cosmopolis, de Don DeLillo, David Cronenberg realiza um filme para os nossos tempos” e “proporciona uma representação definitiva do Capitalismo mundial. Cosmopolis é um filme que permanecerá.”