Uma sala a encher com o aproximar da hora do espetáculo onde ainda há o cheirinho a tinta da recente remodelação. O Ritz Clube recebeu, na passada quarta feira os Diabo na Cruz. A banda contagiou o público que, durante todo o concerto, foi incansável.

Já passava das 23 horas quando os músicos entraram em palco com Baile na Eira. Logo a seguir, Estrela da Serra. A terceira música, Tão lindo levaria o público a ter o seu primeiro momento áureo da noite, onde os percussionistas, João e Manuel Pinheiro, tiveram grande destaque.

Os Diabo na Cruz formaram-se em 2008 com B Fachada, Jorge Cruz (voz e guitarra), João Gil (teclados), Bernado Barata (baixo) e João Pinheiro (bateria). B Fachada está agora mais ausente mas mantém-se como convidado e membro honorário da banda.  Para este segundo trabalho, o grupo adquiriu três novos músicos: Márcio Silva (viola braguesa e voz), Manuel Pinheiro (percussão) e Sérgio Pires (cavaquinho e guitarra eléctrica). Os instrumentos mais tradicionais como o bombo, a pandeireta ou o cavaquinho misturam-se com sons mais modernos, emitidos pelas guitarras elétricas, baixo ou bateria.

Apesar de ser um concerto de apresentação do seu segundo álbum, Roque Popular, foi com as músicas do primeiro álbum que o público mais vibrou. Combate, Casamento ou Dona Ligeirinha marcaram os picos do concerto pondo em sintonia músicos e público ao cantarem, dançarem, saltarem e vibrarem ao som das canções do primeiro trabalho editado em 2009, Virou.

Corridinho e Fecha a Loja encerravam o concerto que, sendo curto, durou o tempo suficiente para transmitir uma boa energia e agradar o público presente. Os espetadores pediram e a banda voltou para mais três músicas. Memorial dos Impotentes, Bomba-Canção e Chegaram os Santos deram derradeiro adeus de Diabo na Cruz ao público do Ritz Clube.

Fotografias: Rita Sousa Vieira