Depois do tradicional cortejo no Domingo, dos Wraygunn à segunda-feira e dos Buraka Som Sistema à terça-feira, chega a vez de PranaX-Wife e a banda de Manel Cruz, Supernada.

Vê aqui a revista de um dos dias mais esperados por todos que encheram o recinto da Queima das Fitas, no dia 9 de maio, em Coimbra.

Prana, foi sem dúvida, uma das maiores surpresas da edição deste ano da Queima das Fitas. Ainda novos no panorama da música nacional, a banda de São João da Madeira, foi um dos Novos Talentos da FNAC e fortemente destacada na rádio Antena 3, este ano.

Muitos dos presentes no público parecem nunca ter ouvido falar desta banda do norte, mas a grande maioria saiu dali em êxtase total com a descoberta de uma nova banda para acrescentar à sua playlist pessoal.

O recinto ainda estava a encher, mas quem lá estava não deixou a banda desanimar. «Sabia que ia ser difícil, mas independentemente disso, correu tudo bem!»,  admitiu o vocalista Miguel Lestre, em conferência de imprensa.

Com formação em música clássica e outros com queda para o rock e jazz, a banda mostra bem a sua diversidade musical em palco. Etanol e Lei Zero, do segundo álbum Trapo Trapézio, foram alguns dos singles apresentados naquela noite em palco, onde a banda mostrou um à vontade sincero e  uma paixão pela música bastante visíveis, do início ao fim do concerto.

Pouco passava da uma da manhã quando os X-Wife entraram em palco. Já bem mais conhecidos do público, a banda fez revisão dos seus maiores êxitos, numa espécie de aquecimento para a comemoração dos 10 anos de carreira, no dia 10 de maio, na sala TMN ao Vivo em Lisboa.

Heart Of The World, On the Radio e Fireworks estiveram presentes. Até que João Vieira diz: «Foram precisos 8 anos para fazer uma balada», e começam os primeiros acordes de Across The Water, o novo single da banda, extraído do álbum Infectious Affectional.

Seguiram-se Ping PongFantasma, num ritmo acelerado, que deram ritmo à noite que finalmente se apresentava mais quente que as anteriores.

Sem darmos por isso, chega a vez de SuperNada. E com isto vemos o recinto a encher-se para ver, em pessoa, a magnificência de Manel Cruz.

Muito provavelmente, a maioria dos presentes apenas conheciam alguns singles dos SuperNada, e apenas quiseram, de certa forma, compensar o facto de não terem conseguido bilhete para os míticos concertos de regresso dos Ornatos Violeta. O certo é que, conhecendo ou não a obra de SuperNada, todos se mostraram bastante receptivos e satisfeitos com obra de Manel Cruz.

À tua procura, Sonho de Pedra, Irreal e Anedota + Eco da Gargalhada fizeram parte do concerto, sem esquecer do single de apresentação, Arte Quis Ser Vida, do novo trabalho, o primeiro registo de estúdio, dez anos depois da criação da banda.

Foi de som cru e com uma enorme brutalidade em palco, escondidos por trás de um nome que nada faz suspeitar, que a banda se apresentou a Coimbra ao longo de um concerto de noventa minutos.

Texto de Vanessa Sofia
Fotografia de Inês Antunes