Nesta edição, o Gira o Disco propõe-se a contar a história de uma das mais importantes e incompreendidas bandas de todos os tempos, os Black Sabbath. Indo beber às mesmas fontes onde foram os seus contemporâneos, os Black Sabbath pegaram nas influências do Blues Rock e perverteram-nas de forma a criar um som mais pesado, sujo e tenebroso, espelho da cidade industrial que era Birmingham e duma visão do mundo desencantada após a era do Flower Power e o Summer of Love. O resultado desta mutação foi o Heavy Metal, e os Black Sabbath tomaram o mundo de assalto com esta nova sonoridade ribombante e assustadora.

Os Inícios – Dos Blues ao “Black”

Os ínicios dos Black Sabbath remontam para Birmingham, em 1968. Anthony “Tony” Iommi, William “Bill” Ward, Terence “Geezer” Butler e John “Ozzy” Osbourne andavam juntos na escola e, querendo escapar ao futuro quase inevitável de virem a fazer parte da classe operária que compunha grande parte da cidade, embarcam no mundo da música. Antes de virem a tocar os quatro juntos,  Iommi e Ward ainda tocaram nos Mythology e Geezer esteve com Osbourne nos Rare Breed.

Após estas curtas experiencias, os quatro jovens juntaram-se para formar a Polka Tulk Blues Company, que mais tarde mudaria o seu nome para Earth. Esta banda, que juntava Blues com Hard Rock e com um pouco de Jazz, chegaria a contar com Jimmy Phillips na slide guitar e Alan “Aker” Clarke no saxofone, embora tenham ficado muito pouco tempo na banda. Os Earth começaram então a percorrer o circuito de clubes da área e a gravar demos com versões.

Os Earth, a banda pré-Black Sabbath

Reza a lenda que uma vez,  um dos promotores de um clube se enganou e marcou um concerto com estes Earth em vez de ser com outra banda que tinha o mesmo nome. Isto levou a um concerto muito confuso, tanto para a banda como para a audiência. O facto de haver duas bandas com o mesmo nome, foi o motor para que os Earth mudassem de nome.

Já em 1969, Geezer Butler, muito influenciado pela literatura ocultista e pelos filmes de terror, compõe a música que revolucionaria o som do conjunto. Tomando como inspiração uma aparição demónica que julgou ter visto, Butler escreve Black Sabbath, sendo este nome proveniente do filme de Mário Bava com o mesmo nome. Esta música é considerada por muitos como a música que criou o Heavy Metal, devido à sua temática lírica negra e satânica e à sua sonoridade esmagadora mas com uma atmosfera enevoada e sinistra, adquirindo um tom infernal com a utilização do trítono (um intervalo entre notas dissonante, que foi proibido durante a Idade Média por considerar-se que chamava o Diabo).

httpv://youtu.be/akt3awj_Ah8

Com um nome misterioso como Black Sabbath nas suas mãos, a banda decide tornar este a sua designação oficial. Com esta mudança de nome, o conjunto procede também a uma mudança a nível sonoro, explorando e desbravando caminhos inexplorados de peso e envolvência nebulosa.

Black Sabbath – A era clássica

Atraindo atenções com as suas actuações ao vivo, os Black Sabbath começaram a receber propostas de várias editoras. Foi a Philips Records que os assinou, tendo lançado primeiramente o single Evil Woman e mais tarde o primeiro álbum da banda, também ele intitulado Black Sabbath, através da sua subsidiária Vertigo no dia 13 de Fevereiro de 1970.

Considerado por muitos como o primeiro verdadeiro álbum de Heavy Metal, Black Sabbath estabeleceu as bases do género e ajudou, inclusive, a gerar subgéneros como o Doom Metal, com o hipnotismo dos riffs pesados de Iommi (apesar de alguma tendência típica do psicadelismo para devanear em jams) em conjunto com o pessimismo e malvadeza de temas como Wicked World, N.I.B e o tema-título anteriormente mencionado. Contando ainda com um trabalho de baixo proeminente e estrutural, os ritmos de bateria que roçam o Jazz e a voz sinistra de Osbourne, este álbum chegou à 8ª posição das tabelas britânicas e chegou a entrar no Top 40 nos EUA, ficando na 23ª posição.

Tony Iommi, Ozzy Osbourne, Geezer Butler e Bill Ward

Ainda no mesmo ano de 1970, os Black Sabbath acabariam por lançar o seu mais famoso e reconhecido álbum Paranoid. Lançado a 18 de Setembro, este álbum, que supostamente iria ser chamado War Pigs (tal não aconteceu, devido a imposições da editora), pegou na sonoridade desenvolvida no primeiro álbum e tornou-a mais concisa e directa, mantendo no entanto o peso e alguma daquela temporização mais jazzy, focando-se também numa temática menos sobrenatural e mais ligada a problemas concretos, fosse a guerra (War Pigs) e  o medo do “nuclear” (Electric Funeral) ou a insanidade (Paranoid) e a dependência causada pelas drogas (Hand of Doom), havendo ainda espaço para a introspecção (Planet Caravan).

httpv://youtu.be/44dg9n8_BxA

httpv://youtu.be/n3N6AVfWjzo

O álbum foi um sucesso estrondoso, chegando ao top da tabela de vendas do Reino Unido, tendo em conta as críticas negativas e da falta de apoio das rádios. A verdade é que as bandas Hard Rock/Metal, como os Black Sabbath, e mais tarde as bandas Punk, surgiram numa altura em que o movimento hippie começava a desvanecer e as injustiças sociais permaneciam mais acentuadas do que nunca, tendo por isso um modo pessimista e reivindicativo de encarar a realidade, o que se reflectiu na sua musicalidade. Os críticos de música, não estando preparados para este tipo de revolução, rejeitaram estes movimentos e as rádios encontravam-se receosas em difundir estes géneros novos e assustadores. Foi com o tempo que os Black Sabbath começaram a ser reconhecidos e bem recebidos pela crítica.

Apesar da imagem perigosa e satânica que os Black Sabbath criaram à sua volta, essa aura foi se desvanecendo com o tempo, especialmente se tivermos em conta músicas como After Forever (com as suas referências cristãs) e Children of the Grave (com a sua mensagem de esperança), que viriam a figurar o álbum seguinte, Master of Reality. Lançado a 21 de Julho de 1971, Master of Reality foi uma continuação lógica em relação ao álbum anterior, mantendo a mesma toada entre a simplicidade dos riffs e alguns pormenores mais técnicos, sempre com o foco em compor músicas pesadas mas acessíveis. Também ele um sucesso de vendas, este álbum impeliu de novo a banda fazer digressões mundiais, que tanto foram benéficas para promover e consolidar a força da natureza que eram os Black Sabbath como também empurraram cada vez mais o quarteto para o abuso de substâncias (em especial Osbourne).

httpv://youtu.be/uRhZISswW_k

Em seguida, de 1972 a 1975, seriam lançados mais três álbuns pertencentes ao cânone de clássicos do primeiro alinhamento da banda: Black Sabbath Vol. 4, Sabbath Bloody Sabbath e Sabotage. Cada um destes álbuns é único à sua maneira. Vol. 4, embora de qualidade inferior (devido ao cansaço da banda), caracteriza-se pela procura de novos sons, com algumas dualidades entre o melódico/delicado e o pesado, entre o lento e o rápido, Sabbath Bloody Sabbath concretiza essa tentativa de expandir o som do conjunto, com instrumentação mais variada e laivos progressivos (com a participação de Rick Wakeman, teclista dos Yes), mostrando uns Black Sabbath mais maduros e Sabotage expõe uma banda que, embora já profundamente indulgente na sua dependência das drogas, consegue produzir um bom álbum, com material mais reminiscente dos primeiros trabalhos, mas também com algumas músicas complexas e experimentais.

Declínio da era Ozzy

Mesmo continuando a lançar este material de qualidade, os Black Sabbath começaram a ver as suas vendas decrescer lentamente. O choque e curiosidade iniciais foram decrescendo e os álbuns platina foram sendo substituídos pelos álbuns ouro. Contrapondo esta tendência, a Vertigo lança sem o consentimento da banda, a compilação de êxitos We Sold Our Soul for Rock n’Roll, que fez a banda chegar de novo ao estatuto platina.

Mas o problema principal não estava nas vendas, estava no seio da banda, tanto a nível criativo como a nível pessoal, com a droga e o álcool a funcionarem cada vez mais como motores de divergência entre os membros. Em 1977, lançam Technical Ecstasy, um álbum pendendo para o experimental (com uma forte utilização de teclas e sintetizadores) mas também para o Rock clássico. Apesar de conter bons momentos como Dirty Women ou You Won’t Change Me, este álbum revelou ser inconsistente, com uma fraca performance vocal de Osbourne e teve uma recepção comercial modesta.

Bill Ward, Ozzy Osbourne, Geezer Butler e Tony Iommi

Para piorar as coisas, Ozzy Osbourne decide sair da banda após a tour de promoção a  Technical Ecstasy, admitindo cansaço e desinteresse. Os Black Sabbath recrutam então Dave Walker para cantar em alguns concertos e começar a escrever música para o próximo álbum, mas a sua estadia seria de curta duração, pois Osbourne voltaria para a banda em 1978. O álbum seguinte, Never Say Die!, apenas veio acentuar o desgaste e a deterioração da banda, sendo um álbum despido de tudo o que caracterizava os Black Sabbath, sem chama nem inspiração. Os críticos e o público fizeram sentir o seu desagrado, com más críticas e poucas vendas. Sem grandes surpresas, Osbourne volta a sair da banda em 1979 (não se sabe muito bem se por vontade própria ou despedimento), desta vez definitivamente, para se dedicar a uma carreira a solo, que, como se sabe, teve muito sucesso.

httpv://youtu.be/7Ku8euzYl2I

Renascimento – A fase Dio

A banda não demorou muito tempo a encontrar um substituto e escolheu o ex-Rainbow Ronnie James Dio para a posição de vocalista ainda em 1979 (curiosamente, a banda foi aconselhada pela futura mulher de Osbourne, Sharon Arden). Quem também entrou na banda durante este período foi Geoff Nicholls. Nicholls foi o teclista não oficial da banda até 1986, altura em que se tornou num membro permanente, sendo muitas vezes a “sombra” de Iommi. Demorando algum tempo a adaptar-se às novas condições (e após uma breve saída de Geezer Butler), a banda apenas entraria em estúdio em 1980, para gravar Heaven and Hell.

Geezer Butler, Ronnie James Dio e Tony Iommi

Com uma sonoridade mais próxima do que hoje em dia se considera Heavy Metal tradicional, este álbum afastou os Black Sabbath daquele som arrastado e sujo dos álbuns clássicos. Heaven and Hell demonstrou uma banda com inspiração e ânimo retomados, sem dúvida revigorada com a entrada de Dio, que revelou possuir uma potente voz. Com a composição afinada e acompanhada pelas letras místicas e fantásticas de Dio, o álbum começa com a arrancada energética de Neon Knights e acaba com o lamento de Lonely is the Word, não se podendo esquecer da épica faixa-título. A mudança foi visivelmente benéfica para a criatividade de grupo, e isso reflectiu-se nas vendas que chegaram de novo a platina.

httpv://youtu.be/-og87crqsCE

Mais mudanças de alinhamento surgiriam, com a saída de Bill Ward e a entrada de Vinny Appice para a bateria. Em 1981, o grupo lança Mob Rules, um álbum que apenas continuou o caminho de Heaven and Hell, embora ligeiramente menos inspirado, e onde se destacam a faixa-título, The Sign Of The Southern Cross e Falling Off The Edge Of The World. Este conjunto lançaria ainda Live Evil, um álbum ao vivo gravado durante a tour de Mob Rules, antes de Dio sair da banda em 1982 (levando consigo Appice), depois de entrar em choque com Iommi.

Geezer Butler, Ronnie James Dio, Tony Iommi e Vinny Appice

Uma história de altos e baixos

O período entre o resto da década de 80 e toda a década de 90 foi muito complicado para os Black Sabbath. Tony Iommi assumiu-se a verdadeira alma dos Black Sabbath, tendo sido o único membro constante da banda, que atravessou fases de muita instabilidade na formação e levou os Black Sabbath a um esquecimento cada vez mais acentuado.

Voltando a 1983, sem vocalista nem baterista, o conjunto convence Bil Ward a voltar para o posto de bateria. Quanto ao vocalista, Don Arden, o manager da banda, sugere Ian Gillian (conhecido por ter pertencido aos Deep Purple) para o posto. O resultado desta união foi Born Again, um álbum algo esquecido e pouco consensual entre os fãs da banda, amado por uns e odiado por outros, estes últimos por não considerarem Gillian adequado para os Black Sabbath.  Apesar de ter uma das piores capas de sempre de um álbum (mas isso é uma história à parte), o álbum foi um sucesso comercial, e há que destacar músicas como Disturbing the Priest e Trashed.

httpv://youtu.be/y8JjHfFHctM

De 1983 até 1986, os Black Sabbath foram flagelados por várias mudanças de formação com todos os membros a sair à excepção de Iommi. Os únicos pontos de interesse nesta fase são a reunião do alinhamento original apenas para tocar no Live Aid de 1985, e o lançamento de Seventh Star, um suposto álbum a solo de Iommi, mas que a editora forçou a ser lançado como “Black Sabbath featuring Tony Iommi”.

Inabalável, Iommi não deixa a entidade Black Sabbath morrer e reformula totalmente a banda, recrutando vários músicos que nunca ficaram muito tempo na formação, à excepção do vocalista Tony Martin, que acompanharia Iommi na gravação dos próximos3 álbuns da banda: The Eternal Idol, Headless Cross e Tyr.

Tony Iommi, Cozy Powell, Tony Martin e Neil Murray

Estes álbuns foram completamente ignorados aquando a altura do seu lançamento, apesar de terem todos eles um nível de qualidade assinalável. Uma das razões foi o facto deste material ter pouco a ver com aquilo que os Black Sabbath tinham sido em tempos (especialmente pela enorme atmosfera criada pelas teclas, fazendo parecer Power Metal), à parte do estilo inconfundível de Iommi. O resultado deste desinteresse foi a falta de vendas e a rescisão contratual com a Vertigo e a Warner Bros e a assinatura com a mais pequena I.R.S Records.

httpv://youtu.be/iPrHOrtFsrs

A resposta a esta lenta decadência viria repentinamente em 1990. Depois de Dio e Butler se reencontrarem num concerto ao vivo de Dio, ambos propuseram a Iommi fazer uma reunião. Apesar da boa relação com estes, Iommi despede Tony Martin e o baixista Neil Murray para gravar Dehumanizer. Antes da gravação acabar, Cozy Powell (baterista que já estava na banda desde Headless Cross) cai a andar de cavalo e é forçado a desistir do projecto por lesão.

É Vinny Appice quem regressa para acabar as gravações daquele que seria o maior sucesso comercial dos Black Sabbath no espaço de 10 anos. Dehumanizer, embora não tão bom como os outros álbuns da era Dio, apresentou uma sonoridade muito pesada do que os discos cantados por Tony Martin, tendo também uma temática muito crítica ao progresso tecnológico desmedido, visível em faixas como Computer God e TV Crimes.

httpv://youtu.be/h5tXQ8Ucd_k

Mas voltaria a haver drama no seio da banda. Ozzy Osbourne, declarando o fim da sua carreira a solo (o que mais tarde se veria ser falso), convida os Black Sabbath abrirem para a sua banda em dois shows. Dio, considerando tal oferenda uma afronta, disse que sairia da banda se esta aceitasse o convite, o que acabou por acontecer. Para esses dois espectáculos, quem veio cantar foi, nada mais, nada menos, que o lendário Rob Halford. No rescaldo destes eventos, Vinny Appice também sai da banda para retomar o seu posto na banda de Dio.

httpv://youtu.be/gBnjSdv0m2Y

Num último esforço para manter a banda à tona, Butler e Iommi contactam Tony Martin para ele voltar a banda e recrutam Bobby Rondinelli para gravar o 17º álbum dos Black Sabbath, Cross Purposes, lançado em 1994. Este foi mais um bom álbum, mas tal como os outros álbuns dos anos 80, foi mais um álbum que não passou do bom, caindo no esquecimento. A estocada final seria com o lançamento de Forbidden em 1995, um álbum gravado já sem a participação de Butler nem Rondinelli, e que é considerado por muitos como o pior álbum de sempre dos Black Sabbath. Foi o último álbum de originais a ser lançado pelos Black Sabbath, e julga-se que foi gravado apenas para terminar o contrato com a I.R.S Records, pois Iommi tinha outros planos para a banda…

Reuniões, reuniões e mais reuniões

Em 1997, após longas conversações, Iommi e Butler juntam-se a Osbourne para tocar no seu festival Ozzfest de Março a Junho. Era suposto Bill Ward participar também, mas foi Mike Bordin (dos Faith no More) o baterista de serviço. Só mais tarde, já em Dezembro desse ano é que Ward foi convidado a tocar com a banda, numa duplo concerto em Birmingham, a cidade que os viu nascer. Destes dois concertos resultou Reunion, um álbum duplo ao vivo, que para além de figurar os clássicos da era Ozzy, mostrou ainda as músicas originais Psycho Man e Selling My Soul.

httpv://youtu.be/yVBMRvJHzAQ

Nos 2 anos seguintes a banda continuaria a tocar ao vivo com alguma regularidade (ainda que incapaz de gravar novo material), apesar de alguns problemas cardíacos de Ward e um nódulo que se instalou na garganta de Osbourne. Até 2004 os Black Sabbath estiveram inactivos, com os seus membros a dedicarem-se a projectos a solo, e só se juntariam de novo para tocar nos Ozzfest de 2004 e 2005 e para serem induzidos ao Rock and Roll Hall of Fame em 2006.

O alinhamento original, na cerimónia do Rock and Roll Hall of Fame de 2006

Em 2007, com Osbourne a concentrar-se em lançar um novo álbum a solo, o resto da banda concentra as suas atenções em Ronnie James Dio, já que iria ser lançada uma colectânea chamada Black Sabbath: The Dio Years, composta apenas por músicas da fase Dio. Sem Bill Ward, que não estava interessado em participar num projecto que não fosse o da banda original, o conjunto grava três músicas para a colectânea (The Devil Cried, Shadow of the Wind e Ear in the Wall).

Para evitar confusões com os fãs e separar os Black Sabbath liderados por Ozzy Osbourne e os Black Sabbath liderados por Dio, o conjunto decide formar-se sob o nome Heaven & Hell. Com esta designação, o conjunto parte em tour e chega a gravar um álbum/DVD ao vivo (Heaven & Hell: Live at Radio City Music Hall). Em 2008, os Heaven and Hell prometem estar a escrever um álbum novo, que seria lançado em 2009. Este álbum, chamado The Devil You Know, foi um retorno às bases do conjunto que lançou Heaven and Hell e Mob Rules, mas com uma sonoridade mais pesada e modernizada, revelando ser um excelente álbum.

httpv://youtu.be/ymOWxGKkDIo

httpv://youtu.be/QUs3i9oCs3U

Com este álbum debaixo do braço, os Heaven and Hell prometiam continuar a tocar ao vivo e a lançar mais material de qualidade, mas algo de grave aconteceu. Quando tudo parecia correr bem, Dio é diagnosticado com cancro no estômago e, apesar da perseverança da banda e do próprio, acaba por falecer no dia 16 de Maio de 2010. Não podendo continuar sem Dio, os Heaven and Hell acabam.

Quando parecia que estava tudo acabado, no dia 11 de Novembro de 2011, os Black Sabbath fazem um comunicado oficial, prometendo um novo álbum e uma tour mundial. O que se sabe agora é que a tour já não vai ser mundial, pois Iommi foi diagnosticado com um linfoma (ainda no seu estado inicial) e  Ward recusou-se a tocar se não lhe fosse oferecido um contracto melhor. Como tal, apenas haverá 3 concertos: um no Download Festival, um na 02 Academy em Birmingham e outro no Lollapalooza 2012, mas, ao que tudo indica, o álbum novo está a ser composto sem problemas.

O alinhamento original, na conferência de imprensa onde foi anunciada a reunião

Notas Finais

Mais do que uma banda de culto para todos os que apreciam as sonoridades mais pesadas, os Black Sabbath são uma das mais importantes bandas da história do Rock. Apesar da primeira fase com Ozzy Osbourne ser a mais influente e conhecida de todas (ao ponto de muita gente ainda pensar que os Black Sabbath acabaram em 1978/1979), não se pode descartar a importância das restantes fases da banda, e melhor, não se pode negar o papel de Tony Iommi como capitão de um barco que nem sempre navegou por águas calmas e como um dos responsáveis (o principal diria até) pelo nascimento do Heavy Metal e seus derivados. Inovando como poucos fizeram, os Black Sabbath asseguraram o seu lugar na História como pioneiros de um género que haveria de florescer e ramificar-se, mas sempre pondo os olhos nos seus pais.