A internet é, hoje, uma plataforma gigantesca e desempenha o papel de fonte e canal ao mesmo tempo. Este novo media veio revolucionar o jornalismo. Tem provocado alterações substanciais nas práticas comunicacionais, nos meios de comunicação e nos conteúdos disponíveis. É um novo meio de comunicação social. Influencia as notícias jornalísticas e permite a criação de edições jornalísticas online, que poderão ser complementares ou substitutas das impressas, radiofónicas e televisivas. Abre ainda espaço para que os leitores possam também fazer notícia.

Quais serão, então, as vantagens deste novo tipo de jornalismo? O jornalismo online tem grandes vantagens, entre elas, a atualidade, a rapidez, a concisão. “Mantém um fluxo de informações mais atualizado”, diz Amadeu Homem, professor na Faculdade de Letras, Coimbra. Na opinião de António Granado, professor na Universidade Nova de Lisboa, as vantagens são várias. Para além do “imediatismo, já falado, há a possibilidade do contexto da notícia ser maior através das hiperligações e da interação com os recetores da informação também é maior.”

Haverá um público alvo? “Não especificamente. Claro que há os jovens, mas o jornalismo online interessa a todos os que estão na internet e, tendencialmente, “todos” estão na internet”, afirma João Paulo Menezes, jornalista da TSF. E diferenças ao nível da escrita haverá? O espaço e o tempo sempre foram os grandes inimigos dos jornalistas. E o jornalismo online também se ressente desse constrangimento. Segundo Amadeu Homem, “a escrita do jornalismo online é e deve ser mais objetiva, com menor preocupação de estilo literário e encontrando os seus maiores trunfos em expressões mais lacónicas”.

Agora a questão que todos querem ver respondida. O aparecimento do jornalismo online acabará com os jornais impressos? A opinião dos entrevistados é distinta. João Paulo Menezes explicou que “a partir de um certo nível de vendas, continuar a imprimir jornais não será viável”. Já Amadeu Homem crê firmemente que não – “a televisão não matou a rádio, os textos informáticos não irão matar os livros em suporte de papel, o jornalismo online não irá liquidar o jornalismo impresso”. António Granado considera que “os jornais impressos são uma plataforma ameaçada, quanto mais não seja pela questão ecológica”.

É certo que o ciberespaço é um dos principais canais de comunicação, resta saber se os responsáveis pelas publicações impressas também acreditam suficientemente nisso, para as preterir em nome do jornalismo online.