O FATAL – Festival Anual de Teatro Académico de Lisboa está de volta à capital para a sua 13ª edição. Entre os dias 4 e 25 de Maio, peças de teatro e workshops são algumas das opções para celebrar o teatro universitário.

Criado em 1999, o FATAL tem como fim a promoção do teatro universitário como meio artístico de formação intelectual e humanista dos estudantes que dele fazem parte. Na sua 13.ª edição, o festival regressa entre os dias 4 e 25 de Maio a vários locais de Lisboa, nomeadamente ao Teatro da Politécnica, palco que alberga grande parte dos eventos.

Apresentando uma programação heterogénea, o festival conta com um concerto cénico (Crise de 62: (R)evolução Académica, no dia 4 de Maio, às 21h30 na Aula Magna), catorze peças de teatro a que se seguirá a realização de tertúlias para debate e partilha de ideias, uma performance (Pois!, da Universidade Internacional para a Terceira Idade, dia 11 de Maio, às 15 horas no Largo Camões), três workshops, duas exposições, um debate e uma masterclass.

Entre os grupos que irão apresentar as suas peças está um dos vencedores da edição anterior do FATAL, o TEUC, Teatro dos Estudantes da Universidade de Coimbra, com Vosch-Vusch, um bosque em marcha, a partir de Macbeth de William Shakespeare. Com encenação de Catarina Santana e Joana Pupo, no Teatro da Politécnica dia 19 de Maio, às 21h30.

No próximo dia 4 de Maio, pelas 17 horas na Reitoria da Universidade de Lisboa, decorrerá a apresentação pública do festival na qual será homenageada a carreira do encenador Luís de Lima. Serão ainda apresentados, pelos grupos de teatro académico, excertos das suas peças presentes no FATAL.

Eis alguma da programação que passa pelo palco na edição de 2012:

  • Queda em Branco, pelo GTISTGrupo de Teatro do Instituto Superior Técnico, uma criação encenada por Gustavo Vicente que aborda temas como as emoções e o poder (5 de maio, 21h30, no Salão Nobre do IST);
  • Judas, de António Patrício, pelo Fc-Acto, Grupo de Teatro da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa , com encenação de A. Branco, um encontro entre Judas e a Sombra de Jesus que o confronta (7 de maio, 21h30, no Teatro da Politécnica);
  • Seis personagens à procura de um autor, a partir de Luigi Pirandello, do GTMT, Grupo de Teatro Miguel Torga da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa, com encenação de Sergio Grilo, que retoma a célebre peça onde o teatro dentro do teatro joga o principal papel (8 de maio, 21h30, no Teatro da Politécnica);
  • Mecânica das Paixões, a partir de Georg Büchner, pelo NNT, Novo Núcleo Teatro da Faculdade de Ciências e Tecnologia da UNL, com encenação de Alexandre Calado, que revisita a história de encontros e desencontros de Leôncio e a princesa Lena, questionando o que é na verdade a química entre dois jovens adultos (9 de maio, 21h30, no Teatro da Politécnica);
  • A Espera, a partir de Olhos de Cão Azul de Gabriel Garcia Márquez, pelo TUP, Teatro Universitário do Porto, com encenação de Inês Gregório e Nuno Matos, que nos transporta para o campo das memórias mais íntimas e pessoais (11 de maio, 21h30, no Teatro da Politécnica);
  • Monstro Meu, de Rodrigo Santos (e excertos de poemas de Anabela Ribeiro e Patrícia Antunes), pelo CITAC, Círculo de Iniciação Teatral da Academia de Coimbra da Universidade de Coimbra, com encenação do autor, uma peça experimental, que revela os monstros imaginários que temos em nós (12 de maio, 21h30, no Teatro da Politécnica);
  • Woyzeck, a partir de Georg Büchner, pelo Teatro da Academia do Instituto Politécnico de Viseu, com encenação de Jorge Fraga, que aborda a possibilidade de existir moral e virtude entre os mais oprimidos (13 de maio, 21h30, no Teatro da Politécnica);
  • E(n)Xame, pelo GrETUA, Grupo Experimental de Teatro da Universidade de Aveiro, também encenada por Jorge Fraga , uma criação que vai provocar o espectador com 18 personagens em palco (14 de maio, 21h30, no Teatro da Politécnica);
  • Antígona, a partir de Sófocles, reescrito por António Pedro, pelo ArTeC da Faculdade de Letras da UL, com encenação de Marcantonio Del Carlo, que coloca como questão central o poder da sociedade civil (15 de maio, 21h30, no Teatro da Politécnica);
  • Domiciano, a partir de José Martins Garcia, pelo GTL, Faculdade de Letras da UL, e encenação de Ávila Costa, que revela, no teatro dentro do teatro, as grandes questões mais preocupantes da nossa contemporaneidade (16 de maio, 21h30, no Teatro da Politécnica);

Os bilhetes do FATAL estão à venda no Teatro da Politécnica e o seu preço varia entre 3€ e 5€  Para mais informações clique aqui.