No ano em que se comemoram 25 anos da sua morte, a editora Orfeu inicia, a partir de segunda-feira, a reedição da obra de um dos cantores e compositores mais emblemáticos da geração 25 de abril.

Cantares de Andarilho (1968) e Contos Velhos, Rumos Novos (1969) são os dois primeiros trabalhos e são lançados já na segunda-feira. A editora Orfeu irá reeditar, em versão digital, os onze discos de Zeca Afonso lançados entre 1968 e 1981, que contam com novos textos que contextualizam o momento em que foram feitos. A digitalização dos álbuns foi conseguida pelo engenheiro de som António Pinheiro da Silva.

José Afonso, mais conhecido por Zeca Afonso, foi um importante cantor, compositor e ativista na luta contra a ditadura que se viveu em Portugal, entre 1931 e 1974. Grândola Vila Morena, da autoria de Zeca, é uma das suas canções mais emblemáticas, por ter dado início à revolução de 25 de abril de 1974, que restabeleceu a democracia em Portugal. José Afonso morreu em 1987 com esclerose lateral amiotrófica, mas deixou um vasto legado de músicas que influenciam novas e velhas gerações.

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Cantares de Andarilho foi gravado em colaboração com o guitarrista Rui Pato e contém temas como Natal dos Simples, Canção de Embalar, Senhora do Almortão e Vejam bem. Contos Velhos, Rumos Novos nota já alguma influência africana e novos instrumentos na sua sonoridade, nele integram canções como Bailia, S. Macaio, Qualquer dia e A Cidade.

Segundo a Orfeu, na segunda quinzena de maio serão lançados Traz Outro Amigo Também (1970), Cantigas do Maio (1971) e Eu Vou Ser Como a Toupeira (1972). Para o mês de outubro, está prevista a edição de Venham Mais Cinco (1973), Coro dos Tribunais (1974) e Com As Minhas Tamanquinhas (1976). Já no ano 2013, serão reeditados os últimos três trabalhos Enquanto Há força (1978), Fura Fura (1979) e Fados de Coimbra (1981).