O Espalha-Factos inaugura uma nova rubrica mensal com os principais destaques de programação da Cinemateca Portuguesa. Bobines da Cinemateca destaca, hoje, os principais ciclos e filmes que poderão ser vistos ao longo do mês de abril na Cinemateca.

O primeiro destaque vai para Tabu, de Miguel Gomes, que terá a sua antestreia no habitual ciclo de Ante-Estreias, com a presença do realizador, no dia 3, às 21h30. As sessões de ante-estreia, este mês, contam ainda com a  exibição de filmes portugueses como Éden, de Daniel Blaufuks, A Linha Vermelha, de José Filipe Costa, Tchinhango, de Tiago Figueiredo, e Atelier, de Susana Nascimento. Todas as sessões contam com a presença dos respetivos realizadores e a acompanhar A Linha Vermelha, no dia 10, encontra-se Torre Bela, de Thomas Harlan.

O ciclo Elegia da Viagem – A Grécia de Theo Angelopoulos termina agora em abril, com a exibição de quatro filmes do realizador contemporâneo já projetados em março, dos dez apresentados na sua retrospetiva. São estes Alexandre O Grande, Viagem a Citera, O Apicultor e Paisagem na Neblina, entre 2 e 5 de abril, respetivamente. “O mundo precisa do cinema agora mais do que nunca“, dizia.

O maior ciclo deste mês é Cineastas, do Nosso Tempo, que também se aproxima do fim. Cineastas como Olivier Assayas, Philippe Garrel, André S. Labarthe, Aber Ferrara, Aki Kaurismaki, Jean-Pierre Limosin, Ken Loach, Jean-Luc Godard, entre outros, são os homeageados nesta retrospetiva de mais de trinta filmes. Destaque por exemplo, para Pedro, O Louco, de Godard, e Ariel, de Kaurismaki, nos dias 27 e 12, respetivamente.

O espaço In Memoriam de abril é dedicado a dois atores desaparecidos nos últimos meses: o sueco Erland Josephson e o americano Ben Gazarra. A Cinemateca evoca-os através de duas sessões, nos dias 4 e 11, com Sonata de Outono, de Ingmar Bergman, e Contos da Loucura Normal, de Marco Ferreri.

Em colaboração com o Panorama 2012 – Mostra de Documentário Português, a Cinemateca apresenta o ciclo A Imagem Muda – Pioneiros, Caçadores e Vanguardistas, dedicado ao cinema de não-ficção mudo em Portugal. Mais de trinta filmes fazem também parte deste ciclo, entre 1896 e 1937. Divide-se em quatro sessões temáticas e duas sobre os realizadores Artur Costa de Macedo e Manuel Luís Vieira. O Cinema S. Jorge também recebe o ciclo, nos dia 13 e 21, com destaque para a projeção de Douro, Faina Fluvial, de Manoel de Oliveira.

A 8 1/2 Festa do Cinema Italiano também marca presença na Cinemateca, com a exibição de Il Silenzio di Pelechian, tendo a presença do realizador, Pietro Marcello. No contexto do cinema italiano, e em colaboração também com Guimarães Capital Europeia da Cultura, o ciclo Ermanno Olmi destaca dez filmes do realizador contemporâneo, prosseguindo em maio com outros dez. Il Tempo de è Fermato e Cammina Cammina são dois deles, a exibir nos dias 13 e 19, o primeiro, e 30 o segundo.

Três filmes compõem o ciclo de comemoração dos 80 anos do Grupo Tauromáquico ‘Sector Um’, abordando o tema através de “raridades documentais” portuguesas, do Arquivo da Cinemateca. Já o habitual Matinés da Cinemateca, foca-se este mês nos anos 80 e 90 e terá três sessões em associação com o ciclo Cineastas, do Nosso Tempo. Destaque para Woody Allen, com Crimes e Escapadelas, bem como realizadores como Buñuel, Fellini, Carpenter, Visconti, Bresson, entre outros.

O Primeiro Século do Cinema, por seu lado, releva filmes clássicos de artes marciais, incluindo dois filmes com Jackie Chan. Hitchcock, Rohmer e Huston são alguns dos homenageados, destacando-se O Desconhecido do Norte-Expresso e Conto de Primavera. Jerry Lewis é a escolha dos espectadores para abril, Abrir os Cofres terá duas sessões sobre o 25 de Abril e Nas Nuvens será projetado no ciclo Não o Levarás Contigo – Economia e Cinema.

Outros espaços e filmes em exibição em abril podem ser consultados na programação da Cinemateca.