A sexta temporada do 5 para a meia-noite já foi apresentada à imprensa. Agora na RTP1, e ainda com Nuno Markl e José Pedro Vasconcelos, o late night-show que cresceu na 2 tem uma nova etapa pela frente. A 9 de abril é a estreia, com «mais estúdio, mais público, mais calor, mais entusiasmo». O Espalha-Factos esteve no lançamento e falou com os cinco magníficos das novas noites da estação pública.

AS NOVIDADES

Dá-se a mudança para a RTP1, mas a promessa é de continuidade na essência do talk-show: “O que nos pediram foi que fossemos fiéis a nós próprios, que continuássemos a fazer o 5 com o mesmo espírito de sempre”, afirmou Pedro Fernandes. Luís Filipe Borges acrescenta: “Basicamente éramos titulares no Sporting de Braga e agora passámos para o Benfica, mas, como se vê, o Braga às vezes até vai à frente do campeonato. A pressão é a mesma. O que interessa é jogar bem à bola e nós fazíamos tudo para jogar bem à bola antes“.

Borges, que agora apresenta à segunda-feira, admite o entusiasmo com a nova etapa do programa e com a passagem para a RTP1, considerando este “um triunfo para um ‘programinha’ que começou há pouco mais de dois anos e meio“, realçando o alcance de um “feito inédito, para não dizer histórico, de passar do canal 2 para o canal 1“, algo que aponta como “o reconhecimento do êxito desta caminhada até aqui” e que deseja que signifique “mais público, mais promoção“. Prometida fica ainda “a maior série de sempre“, com 6 meses de duração.

O diretor de programas da RTP1, Hugo Andrade, realça a importância da presença do 5 para a meia-noite no primeiro canal, respondendo à “necessidade da RTP ter uma grelha mais sexy, mais inovadora, mais arriscada, mais divertida”.

A chegada à RTP1, maior canal da estação pública, poderia trazer facilidades no acesso a mais convidados, pela notoriedade adicional, mas nem tudo depende da dimensão e Nilton admite que na 2 havia algumas facilidades adicionais: “A RTP2 era a terra de ninguém, consegues trazer pessoas que são exclusivas de outros canais, enquanto na RTP1 possivelmente já não iremos conseguir isso, porque é guerra aberta”, destacou o agora apresentador das sextas-feiras.

As novidades chegam sobretudo dos dois novos apresentadores, que prometem trazer muito humor às noites da RTP1. Nuno Markl adianta que a sua quarta-feira “será uma hora muito pessoal e de um universo muito markliano”, inclusive com a participação pontual de Miguel Araújo Jorge, com quem anda em digressão a propósito do espetáculo Como Desenhar Mulheres, Motas e Cavalos. “Vamos fazer uma espécie de número de abertura, no primeiro episódio, em que eu vou contar como é que vim parar ao programa, com desenhos e músicas dele”, revelou.

Por seu lado, um Zé Pedro Vasconcelos bem-humorado confessa: “eu nunca vi este programa, não conheço quem saiu, não conheço quem entrou. Só me conheço a mim e não conheço ninguém que cá ficou”. Apesar de tudo, a sua terça-feira será “o dia do cozinheiro, do homem que tem a faca na mão”, com José Pedro Gomes na equipa de argumentistas.

A Speed Battle vai continuar a colocar frente a frente dois novos talentos no programa do Luís Filipe ‘Boinas’ Borges, que diz já ter ideias novas para os primeiros quatro meses de programa. Pedro Fernandes regressa com novas rubricas, destacando O Homem das Orgias, “um homem que vê em qualquer situação uma boa oportunidade de fazer orgias”. Para além disso, algumas novidades: “O Homem Indignado vai passar a ter várias profissões, uma série de hospital que vai ser passada na RTP1 – um hospital da RTP, ao género Dr. House e E.R., e uma série ao estilo The Office”, na qual o apresentador tentará, sem grande sucesso, “criar amizades e laços mais fortes com as caras da estação”.

Nilton adianta ainda o regresso de uma rubrica com um telefonema, “uma figura que deu grande sucesso ao 5”, e da personagem de O Que Andas a Fazer?. Quanto aos Maria Amélia, ‘banda’ celebrizada no programa, “vão aparecer, mas não todas as semanas, e vão ter videoclipes”. O primeiro tema a surgir na nova série intitular-se-à “Um Azar do Caraças, uma coisa muito tuga”.

O REGRESSO À TELEVISÃO

Irreverente, e deixando a ressalva de que a responsabilidade pelo conteúdo dos seus programas é unicamente de quem o convidou, José Pedro Vasconcelos confidenciou ao Espalha-Factos que os jornalistas já o estão a “querer lixar“, relatando a polémica situação em que estava a ser fotografado, por “mais de 50 fotógrafos” e em que nenhum deles o avisou de que “tinha uma semente de sésamo presa nos dentes“.

O ex-apresentador da Quinta das Celebridades volta à televisão depois de um pousio rural, não se desliga das suas recentes vivências como proprietário de uma quinta e promete “um talk-show à terça-feira, com pessoas a falarem português, mulheres às vezes e animais“. De parte fica o regresso do burro Pavarotti, célebre companheiro das aventuras de Vasconcelos e Júlia Pinheiro na TVI. Mas, com ou sem burros, o que fica garantido são “rubricas do arco da velha“, na plenitude do que isso significa.

Noites mal dormidas durante meio ano, entremeadas entre o 5 para a meia-noite e as Manhãs da Comercial, estão já prometidas a Nuno Markl. Recusar nunca esteve no leque de opções, “era demasiado aliciante para eu me pôr com nhonhices a dizer ‘ai, mas eu acordo muito cedo’. Pá, caramba, é o 5 para a Meia-Noite! Um programa ali na RTP1 e que me dá toda a liberdade, o que é uma bênção hoje em dia, o Hugo Andrade a apostar desta maneira em nós. Olha, seja o que Deus quiser. Se morrer, morri… se correr bem, correu bem. Se correr mal é da maneira que volto a ter a minha vidinha e a dada altura penso: Uau, vou voltar a dormir!

OS CONVIDADOS DA PRIMEIRA SEMANA

As surpresas do programa não ficam por aqui e algumas serão apenas reveladas na primeira semana de exibição, mas alguns dos apresentadores adiantaram já os nomes dos seus primeiros convidados no regresso do 5. Luís Filipe Borges manifestou o seu desejo de entrevistar Paulo Futre.

Nuno Markl terá no sofá do programa, na sua estreia como apresentador, Carminho, “uma super-fadista, uma pessoa que está com uma grande projeção lá fora, tem um grande sentido de humor e é super-acessível e não vedeta”, nas palavras do próprio. O radialista pretende exatamente fugir às entrevistas habituais e “tentar ir por outros ângulos diferentes”, descobrindo também “pessoas que não sejam inteiramente conhecidas e que seja interessante levá-las lá ao programa”.

A presença de Pedro Ribeiro, Vanda Miranda e Vasco Palmeirim, d’As Manhãs da Comercial, será também requisitada por Markl para esta sua nova experiência televisiva: “se os meus colegas alinharem em dormir pouco, terei todo gosto em que lá vão de vez em quando”. E acrescentou: “Adorava que o Palmeirim lá fosse cantar qualquer coisa”.

5 PARA A MEIA-NOITE, UMA APOSTA DE CONTINUIDADE

O talk-show promete muito humor nas noites de segunda a sexta, uma aposta que Hugo Andrade considera “estruturante em grelha: um diário, em que o público venha todos os dias e não apenas uma vez por semana”. “O 5  para a meia-noite cumpre essa função”, acrescenta, contrariando a noção de que o humor implica risco: “eu não acho nada que implique, se há espaço para os humoristas criarem sem qualquer restrição…”. Nuno Markl reforça esta ideia, mostrando-se agradado com a “carta branca” que o programa oferece aos apresentadores: “Aquilo que cada um de nós pode trazer de diferente é a sua personalidade muito específica, uma vez que nos é dada uma liberdade muito grande para explorarmos aquela nossa hora semanal de televisão”.
Do ‘velho’ 5 permanecem alguns apresentadores, rubricas e, maioritariamente, o espírito de “programa de culto” que nunca o abandonou. Chegam novos nomes e as habituais novidades de cada série, o que Nilton resume bem numa receita de sucesso: “A base desta pizza que é o 5 para a meia-noite mantém-se igual, só que agora tem cinco queijos, 3 deles com o mesmo sabor e dois diferentes”. E por isso mesmo, como afirma Luís Filipe Borges, “é impossível não gostar de, pelo menos, um dia de programa”. No Espalha-Factos, deixa um apelo a todos aqueles que nunca viram o 5 para a meia-noite: “Espreite. Espreite pelo menos durante 15 dias. Se não gostar no dia x ou no dia y, de certeza que vai gostar no dia z ou no dia a. Nós temos algo para toda a gente”. De certeza absoluta que não vai custar tirar uma fatia.
Reportagem: Pedro Miguel Coelho e Raquel Santos Silva
Fotos gentilmente cedidas por Las Vegas Studio