Com início em Lisboa no dia 21 e fim a 24 de março na cidade do Porto, o Portugal Fashion teve Cross como tema das apresentações. O Espalha-Factos assistiu no dia 22 às apresentações de Ricardo Preto, Júlio Torcato, Storytailors e também à coleção Knitwear de Luís Buchinho. No dia 23, houve a oportunidade de assistir aos desfiles de Cláudia Garrido e Teresa Abrunhosa, no espaço BLOOM. Já Diogo Miranda foi uma das outras coleções apresentadas a que o Espalha-Factos teve oportunidade de assistir.

MEAM BY RICARDO PRETO

O primeiro dia do evento no Porto começou com a coleção de Ricardo Preto e atraso no horário. Os casacos coloridos de pelo de carneiro, colocados em vestidos brancos com uma simplicidade impecável, foram os primeiros visuais a serem apresentados a uma sala com lotação longe de estar esgotada. A variedade de cores e peças foi a característica mais forte da apresentação do estilista português, que se distanciou da tendência das cores básicas para o outono/inverno: o preto, o cinzento e também o vermelho. O ponto mais negativo da coleção foi o dourado dos estampados em conjunto com outras peças. Demasiado brilho, a retirar toda a vida das outras peças, sejam saias ou camisolas.

Algumas fotografias das peças, da autoria de António Palma, do blogue Streetlights.pt:

Ricardo Preto

Ricardo Preto

Ricardo Preto

JÚLIO TORCATO

O primeiro ponto positivo vai para a coruja no braço do primeiro modelo. Todas as atenções se desviaram para o animal ao invés do fato utilizado. A coleção masculina do designer primou pela elegância, sobriedade e também pela simplicidade em alguns momentos. Para além das cores escuras como o preto e cinzento, destacou-se também o azul. E o destaque vai também para os looks mais simples e causais ao lado dos mais sóbrios. Sobretudos de lã e em mohair, fatos de corte clássico foram alguns dos visuais apresentados.

 STORYTAILORS

A nova coleção dos Storytailors trouxe como grande inspiração o conto A menina da estrela de oiro, contado há cem anos no Baixo Alentejo, mais precisamente na Serra do Caldeirão. A história relata a vida de uma menina, a terceira filha de um casal, que por ser diferente acaba por ser escondida de todos e fechada sem qualquer espelho para não se aperceber da sua diferença. É a partir deste conto que a dupla dos Storytailors apresenta a nova linha de roupa.

Os adereços característicos dos criadores estiveram presentes: a cintura em forma de corpo e o adereço do laço em alguns vestidos. Não é à toa que o conceito Storytailors caiu na boca de todas as pessoas. Mas houve a sensação de ser apresentada a mesma peça demasiadas vezes, variando unicamente a cor. Mantém-se o conceito geral e é modificado o detalhe.

 

KNITWEAR – LUÍS BUCHINHO

A chamada “coleção comercial” do estilista português trouxe um pouco mais da calçada portuguesa aos olhos dos espectadores, com uma simplificação elegante e agradável. Nada de excecionalmente novo foi apresentado. Os mesmos tons cinzentos e azuis numa tonalidade escura destacaram-se assim como a combinação entre o branco, preto e azul numa única peça.

Algumas das melhores peças do desfile:

 

Crítica aos desfiles das peças de Diogo Miranda, Cláudia Garrido e Teresa Abrunhosa em breve.