No primeiro dia da 38.ª edição do ModaLisboa, Luís Buchinho destacou-se entre os quatro estilistas. A coleção de Outono/Inverno 2012/2013 marcou força pela elegância, pelo contraste e consistência.

Houve confusão, houve correria por causa dos problemas com os convites para maioria das pessoas, que acabaram por desfilar à entrada das três salas, e houve atrasos como em qualquer evento nacional que se preze. Há espaços novos. Desta vez a tenda branca do ModaLisboa está na Praça do Município e existem novas salas para a apresentação das coleções. Jornalistas, fashion bloggers, colaboradores, empresários e modelos fizeram as delícias de todas as objetivas que se encontravam nas malas ou mãos de qualquer profissional (ou amador). Pessoas novas, rostos conhecidos e talentos refrescantes invadiram a Praça do Município por volta das 17 horas.

As propostas da designer Catarina Sequeira, da Saymyname, foram inspiradas nos samurais e guerreiros japoneses. Apresentadas na Câmara Municipal de Lisboa, local que acolhe os desfiles destinados à plataforma LAB, a estilista explicou que a inspiração é visível “nas mangas raglan, na sobreposição de placas e nos cortes acima do peito, enfatizado e redesenhados dentro do conceito numa tentativa de clonagem ao Sode – protetor de ombros e ao Do – protetor de abdómen”. Gostei especialmente das armaduras, das peças coloridas no meio de tanto negro e cinza.

White Tent, o segundo desfile do dia, foi apresentado na sala de desfiles do BPI e agradou-me particularmente pela simplicidade e o ar ‘um tanto ou quanto’ desportivo. Num recheado de cores escuras, apareceram tons claros que me agradaram profundamente. As propostas recaem “numa atitude minimal e desportiva perante o guarda-roupa”, explicou a dupla.

Já a coleção de Lidija Kolovrat destacou-se nos outfits masculinos. As propostas de desconstrução vanguardista resultaram melhor nesse campo. O preto dominou mais uma vez e escolheria unicamente algumas peças femininas. A apresentação das propostas de Lidija despertaram algum interesse adicional quando me sentei e li o seguinte: “São explorados na sua forma e tamanho. Criam silhuetas com ênfase na  verticalidade, na envolvência do corpo. O contraste entre o estruturado  e o levemente drapeado cria uma dualidade que se torna una, em união com os materiais e digital prints“. Talvez por isso me tenha desiludido um pouco em alguns aspectos. Mas o melhor da noite ainda estava para chegar.

Luís Buchinho foi a atração, foi o motivo para os foguetes da noite, quase como o motivo do sorriso de muitas pessoas que estiveram no ModaLisboa. Elegante, diria mesmo contrastante e consistente. A calçada portuguesa foi uma boa referência e conseguiu ser bem representada. Mas o melhor foi mesmo o último vestido. Desconstruído, com cores em contraste e o preto a marcar presença numa pequena parte. Para hoje a minha curiosidade recai em Dino Alves e Ricardo Preto, os últimos dois desfiles no Pátio da Galé.

Os melhores looks das coleções de Luís Buchinho e Lidija Kolovrat:

Luís Buchinho e Lidija Kolovrat

Os melhores looks das coleções de Saymyname e White Tent:

Saymyname e White Tent

Para mais informações e para ver o resto das coleções consulte o facebook oficial do ModaLisboa ou o blogue oficial.